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Vitrine inteligente adivinha o que as pessoas desejam comprar

Ao chegar à porta de uma loja você é recepcionado por um robô. Pouco depois, aparece na sua frente uma vitrine virtual oferecendo exatamente os produtos de seu interesse! Não. Não estamos falando de um filme futurista ou algo do gênero. Nem descrevendo uma experiência em países como Japão ou EUA.

Essa loja existe. E no Brasil. Chama-se Omnistory, comercializa produtos de beleza, saúde e bem estar, e fica no shopping Villa Lobos, localizado na zona oeste de São Paulo.  Ao lado do robô “hostess”, os produtos são exibidos em telas que funcionam como vitrines virtuais. 

Sem saber, é o consumidor quem determina o que o vai aparecer no painel.  Quando a pessoa para em frente à tela, uma microcâmera faz a leitura facial, identifica sexo, faixa etária, tipo físico e humor para depois exibir algo relacionado ao seu perfil.

A loja muda a oferta de produtos a cada quatro meses e agora vende itens de bem-estar. Foi aberta em agosto de 2017 pela GS&COMM, um braço do Grupo GS& Gouvêa de Souza, consultoria especializada em varejo, em parceria com empresas de tecnologia, como a Totvs.

“Nossa proposta é criar um híbrido entre o modelo físico e o digital e servir de laboratório para o desenvolvimento de inovações para o varejo”, conta Pedro Padis, sócio da empresa. Assim, o mostruário tradicional deu espaço à experiência personalizada por meio de câmeras e softwares. Segundo Padis, graças aos painéis o número de pessoas que entra na loja para comprar algo é maior.

“A vitrine é uma espécie de vendedor invisível. É a primeira abordagem junto ao cliente, por isso seu papel é tão importante”, explica Rodrigo Palermo, consultor do Sebrae-SP.

O consultor explica que atualmente a tecnologia oferece uma série de inovações para quem atua no varejo e depende do mostruário como chamariz para o seu negócio. Por exemplo, uma agência de viagens pode usar telas interativas para exibir vídeos de destinos, o que pode gerar interesse pela compra de um pacote.

Dados da consultoria MindMiners revelam que 53,6% dos consumidores ainda prefere comprar em lojas físicas; 51,6% das pessoas se sentem desencorajadas de entrar em uma loja quando os produtos expostos na vitrine estão sem preço; e 28,6%  dos consumidores afirmam já ter sido enganados por falsas promessas em vitrines 

*Com informações do jornal Folha de S.Paulo

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