Dados do IICV Seed mostram resiliência do setor e otimismo com segundo semestre, impulsionado por datas como Black Friday e Natal.
Por Cantarino Brasileiro*
O varejo brasileiro fechou o primeiro semestre de 2025 com um desempenho positivo, mesmo diante de um cenário econômico desafiador. O movimento de visitantes nas lojas físicas cresceu 4,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo o IICV Seed (Índice de Intenção de Compra no Varejo), levantamento mensal realizado pela Seed Digital, empresa especializada em análise de dados para o setor.
Apesar da retração expressiva registrada em junho, influenciada por fatores como cautela do consumidor e, em algumas regiões, eventos climáticos extremos, o setor demonstrou capacidade de adaptação. A expectativa para os próximos meses é ainda mais otimista: as projeções indicam um crescimento de 17% no segundo semestre, tradicionalmente impulsionado por datas como Dia dos Pais, Black Friday e Natal.
Para Sidnei Raulino, CEO da Seed Digital, o diferencial estará na inteligência de dados aplicada à operação. “As principais datas do calendário comercial tendem a impulsionar o fluxo de consumidores, mas sabemos que fluxo, por si só, não garante performance. O uso estratégico de informações, como padrões de comportamento, horários de pico e dinâmicas regionais, será decisivo para capturar as oportunidades do semestre. Mais do que prever tendências, o desafio agora é converter intenção em compra. E os dados estão aí para mostrar o caminho”, afirmou.
O segmento de Perfumaria, Cosméticos e Maquiagem foi o destaque do semestre, com alta de 4,9% no fluxo de visitantes em relação ao mesmo período de 2024. A movimentação reflete uma tendência observada no setor: marcas que nasceram no digital estão migrando para o varejo físico, oferecendo experiências personalizadas e exclusivas aos consumidores.
Outros setores também registraram desempenho positivo, como Farmácias (+2%), Telefonia e Acessórios (+1,6%) e Construção/HomeCenter (+0,1%). Na contramão, os segmentos que apresentaram queda foram Departamento/Casa (-6,5%), Moda e Acessórios (-3,6%), Artigos Esportivos (-1,5%) e Calçados (-0,5%).
As lojas de rua superaram os shoppings centers no semestre: enquanto os pontos de rua cresceram 0,9% em fluxo, os estabelecimentos em centros comerciais recuaram 0,7%.
Regionalmente, o Sul foi a área com melhor desempenho, com alta de 1,7% no primeiro semestre, mesmo tendo sofrido com queda de 16% em junho devido a eventos climáticos extremos que impactaram a logística e o consumo. A região Norte também apresentou crescimento, de 1,2%. Já Sudeste (-0,4%), Nordeste (-0,3%) e Centro-Oeste (-0,2%) fecharam o semestre com ligeira retração no fluxo de visitantes.
Com os dados em mãos e a proximidade das principais datas comerciais do calendário, o varejo brasileiro se prepara para um segundo semestre mais aquecido, apostando em tecnologia, inteligência de dados e foco na experiência do consumidor para transformar visitas em vendas.
*Escrito com IA generativa