Universo financeiro as a Service: modelos baseados em APIs impulsionam o setor

Por Rodrigo Shimizu, CRO da Dock
Nos últimos anos, a “API Economy” emergiu como um fenômeno tecnológico transformador do mercado, redesenhando completamente o modo como empresas e indústrias interagem, colaboram e inovam. 
Partindo de 2017, período declarado pela Forbes como o “ano da API Economy”, e chegando aos dias de hoje, não faltam evidências de que as APIs se consolidaram como motor da inovação e da economia. Dentro deste contexto, vem evoluindo (e muito) o setor de pagamentos e banking, especialmente com as plataformas de soluções as a service, plugáveis e white-label que aceleram e escalam o desenvolvimento de soluções. 
Desenvolver e evoluir soluções financeiras inteiramente dentro de casa é estratégia já fora de questão em um mercado tão dinâmico.
Basta pensar em movimentos recentes, como o lançamento do Pix. Para disponibilizar as novas funcionalidades logo após seu lançamento pelo Banco Central (e na velocidade demandada pelos usuários), é necessário não apenas acompanhar essa agenda evolutiva, mas também dedicar prontamente a equipe para este projeto, algo na maioria das vezes impossível de ser absorvido sem prejuízos à operação.
Por isso, quando as APIs são utilizadas no sistema financeiro, fintechs, bancos e demais instituições conseguem melhorar a experiência do usuário, automatizar processos e reduzir erros de forma mais ágil e escalável, utilizando funcionalidades já testadas e validadas.  

Quando falamos em modelos “as a service” no mercado de pagamentos, temos o amplamente conhecido Banking as a Service (BaaS). Porém, da captura ao processamento das transações, passando pelos aspectos burocráticos dos negócios, existem muitas outras soluções baseadas em APIs disponíveis:

  • Acquiring as a Service: torna a participação no mercado de adquirência muito mais acessível para subadquirentes.
  • Credit Card as a Service: tecnologia modular para que empresas e instituições possam oferecer soluções de cartão de crédito aos seus públicos.
  • Cartão Multibenefício as a Service: possibilita que empresas ofereçam seu próprio cartão de benefícios flexíveis dentro da nova legislação.
  • Regulatory as a Service: oferece o auxílio regulatório necessário para atendimento das exigências das autarquias reguladoras do mercado financeiro.
  • Innovation as a Service: o provedor da API oferta todo o ecossistema de soluções relacionadas à gestão da inovação. Ou seja, as empresas podem realizar seus processos de inovação utilizando ferramentas e serviços de um terceiro como uma solução completa para esse fim.
Não há dúvida de que os modelos de negócios do futuro serão orientados pela tecnologia e que as APIs serão a base dessa inovação. 
Ao abraçar o potencial do “as a Service”, o setor financeiro consegue criar novos modelos de negócio e explorar novos mercados, amparado pelos benefícios da automação, escalabilidade e aceleração de negócios.
Além disso, é possível que mais negócios façam parte desse setor, mesmo que esse não seja seu core, por meio de embedded finance. O resultado? Melhores e mais customizadas soluções para os usuários!

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