Jose Luis Vargas

Três verdades fundamentais sobre as tecnologias para decisão de risco de crédito

Por Jose Luis Vargas, Vice-Presidente Executivo para a América Latina da Provenir
O setor bancário está em um momento crucial – as instituições financeiras buscam oportunidades para crescer e atender às necessidades dos clientes, enquanto precisam gerenciar os riscos com sabedoria. Os consumidores estão ainda mais cautelosos, seja na compra de eletrodomésticos, férias, veículos ou na solicitação de crédito. O que fazer para competir e prosperar? A resposta pode estar na tecnologia utilizada na estratégia de risco de crédito. 
Levantamentos globais apontam que os tomadores de decisão têm dificuldades com a estratégia de risco de crédito de sua própria organização porque não têm acesso fácil a dados alternativos. Infelizmente, há vários mitos que persistem nessa área e impedem o setor de adotar novas fontes de dados e tecnologias mais avançadas – soluções inovadoras que podem definir quem estará à frente da concorrência nos próximos anos. 
Nesse contexto, três verdades fundamentais sobre tecnologia de decisão de crédito podem impactar de maneira definitiva o futuro dos provedores de recursos financeiros.
A primeira delas é que os dados tradicionais raramente são suficientes para fornecer um quadro completo do histórico de crédito de um cliente. O segredo não é necessariamente ter grandes quantidades de informações, mas ter as informações certas no momento correto. Isso é essencial não apenas para oferecer às organizações uma visão mais precisa e em tempo real da capacidade e da disposição de pagamento de um cliente, mas também para expandir o mercado de empréstimos. Ao dizer “sim” a indivíduos que podem ter pontuações de crédito tradicionalmente mais baixas, o setor melhora a inclusão financeira e, ao mesmo tempo, expande seus negócios.
A segunda verdade fundamental é que as pressões de custo estão por toda parte, portanto, não é de se surpreender que as instituições financeiras relutem com mudanças de plataforma tecnológica. No entanto, assume-se um risco ao não se atualizar. Com o aumento da concorrência, as exigências dos consumidores e o ambiente regulatório em constante mudança, a tecnologia de tomada de decisão de última geração é primordial. O custo de não fazer nada pode afetar negativamente a eficácia das empresas na aquisição de novos clientes, na manutenção dos usuários atuais, na detecção e prevenção de fraudes e na satisfação dos requisitos de conformidade. Também é importante ter em mente a economia adicional obtida com a autossuficiência dos fluxos de trabalho e com o lançamento de novos produtos e serviços.
Por último, raramente é necessário remover e substituir toda a tecnologia legada de tomada de decisão de uma só vez. Existem soluções que se integram ao software existente ou otimizam a eficiência da análise de dados, permitindo uma implementação gradual e fácil, capaz de promover melhorias duradouras nos processos das instituições financeiras. As plataformas unificadas, com interface de usuário (UI) com baixo código e centrada na experiência de migração de sistemas competitivos, garantem transições mais suaves e rápidas, independentemente do tamanho da implementação.
A importância da atualização da tecnologia de decisão de risco de crédito não pode ser subestimada. Os desafios que os provedores de serviços financeiros enfrentam na atualização de seus sistemas exigem soluções inovadoras que permitam decisões rápidas, precisas e orientadas por IA, proporcionando uma vantagem competitiva e melhorando a experiência do cliente. As empresas do setor, sejam elas bancos tradicionais ou fintechs, que olharem para esses desafios com seriedade hoje, certamente estarão mais preparadas para enfrentar as necessidades do mercado.

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