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Transformação ágil do Santander amplia qualidade e reduz a entrega de soluções a minutos

A jornada do Santander para assegurar mais qualidade nas entregas de sistemas começou em janeiro de 2016, com a transformação ágil em escala nos modelos Scrum, Spotify e SAFe 4.0. De lá para cá, o banco ampliou em 30% a qualidade das soluções desenvolvidas, reduziu em 60% o time to Market e ainda diminui custos, com a redução de desperdícios e antecipação do ROI focada na construção da solução mínima viável. “As validações e entrega dos softwares demoravam dias; agora, apenas minutos,” informa a instituição.

Vale lembrar que a metodologia ágil Scrum foi desenvolvida para a gestão e o planejamento de projetos de software, que são divididos em ciclos. A baseada no que fez a Spotify, resumidamente, diz respeito a um modelo horizontal para compartilhar conhecimento, e a estrutura SAFe 4.0 (Scaled Agile Framework) ajuda a escalar práticas ágeis e de suporte em corporações.

“Ao longo de um ano e cinco meses, nossa iniciativa de transformação ágil nasceu, cresceu e se consolidou como um dos maiores modelos de escala em execução na área bancária mundial, abrangendo 39% de todos os projetos de tecnologia no período, com o total de 121 Squads (times multidisciplinares de desenvolvimento), 1.164 pessoas em 17 tribos (conjunto de Squads juntas por oportunidades de negócio).”

Com times multidisciplinares, focados no mesmo objetivo, o Santander aumentou a qualidade, especialmente, pela presença de profissionais de testes em todo o ciclo de desenvolvimento; cenários mais precisos e identificação mais rápida de erros e das respectivas correções. Além disso, o banco optou por não trabalhar com o Ágil Distribuído. Todas as Squads deveriam ter Product Owners da área de negócio dedicados, com exceção para projetos de natureza de tecnologia.

Num primeiro momento, o banco considerou apenas os projetos de canais como internet banking, mobile banking, agência, call center, arquitetura, entre outros. A estratégia foi converter todos os projetos de canais em andamento e todos os novos projetos para o Agile. Para acelerar este processo, a instituição contratou empresas do mercado nacional com experiência em métodos ágeis e mercado financeiro. Também foi feito elevado investimento na capacitação dos nossos profissionais por meio de treinamentos externos. Como resultado, o Santander alcançou, em um ano, o total de 46 Squads, com 460 pessoas em oito tribos.

Depois, o foco foram os projetos de Sistemas Produto que, em sua maioria, estão relacionados ao desenvolvimento de software no mainframe, como riscos, seguros, previdência, financeira, capitalização, crédito, cash, produtos e serviços, global core banking etc. “Neste cenário, tivemos de criar um processo de Critério de Entrada para ajudar o executivo de tecnologia a decidir se o projeto deveria ser desenvolvido em Ágil ou Waterfall”, explica o Santander.

O modelo de transformação, nesta etapa, capacitou todos os profissionais com experiência nos respectivos sistemas do banco, com treinamento interno, dentro da Academia Santander (universidade corporativa, lançada em 2016). E com conceitos do Ágil, preparação de Product Owners e Scrum Masters e com grande apoio de diversos Agile Coaches na operação do projeto.

Para apoiar os times, o banco ainda criou um modelo de Maturidade avançado, para identificar como a aderência evolui em relação ao Ágil, à qualidade, à governança e à arquitetura. Além de associar a transformação Ágil a mudanças organizacionais, para adaptar a empresa a novas necessidades.

Outros resultados apontados pelo Santander foram o aumento significativo das entregas, associado à melhoria de qualidade e manutenção dos valores orçados previamente; mais alinhamento entre as áreas de Negócios e de Tecnologia, o que reflete também na entrega mais rápida, eficiência e aderência à necessidade de negócio. “Reduzimos processos desnecessários e burocráticos; enfocando documentação mínima necessária/relevante; alcançamos ganhos de motivação, colaboração e ainda a possibilidade de enxergar resultado concreto e significativo num curto espaço de tempo,” analisa o banco.

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