Tendo como base um estudo publicado pelo provedor de inteligência de mercado global Euromonitor International (EI), o portal Cointelegraph (https://cointelegraph.com) publicou uma reportagem ontem (25) afirmando que o uso de bitcoins como forma de pagamento pode superar o volume de transação realizadas com cartões de crédito e débito em uma década.
O texto informa que, de acordo com o EI, o volume de pagamentos com cartões de crédito e débito chegou a US $ 25 trilhões nos últimos 12 meses e superou as transações em dinheiro em 2016 pela primeira vez na história. Na sequência a reportagem afirma que assim como os cartões de crédito e débito ultrapassaram os pagamentos em dinheiro, as transações fintech ou não-bancárias podem muito possivelmente ultrapassar os pagamentos com cartão de crédito e débito dentro da próxima década.
O argumento usado na matéria é que o estudo apresentado pelo EI não leva em consideração os números produzidos por iniciativas como o Bitcoin, a Alipay, o PayPal e outras plataformas financeiras populares. Segundo o texto, se isto tivesse acontecido o trabalho teria mostrado uma margem muito mais dilatada entre o volume total de pagamentos em dinheiro para transferências eletrônicas, em pelo menos alguns trilhões de dólares.
O texto afirma que somente o Bitcoin liquida cerca de 200 mil transações diariamente, de acordo com o provedor de serviços de carteira Bitcoin mais utilizado no mundo. Por sua vez, a Alipay controla mais de 50% do mercado de pagamentos on-line e mais de 78% do mercado de pagamentos móveis na China. Ela liquida 80 milhões de transações diariamente, processando cerca de US$ 500 bilhões anuais. A rede financeira chinesa também suporta 900 milhões de usuários ativos que usam a aplicação para processar todos os tipos de transferências de dinheiro. Já o PayPal registrou mais de US$ 280 bilhões em 2015.
“O papel do Bitcoin na era das transferências eletrônicas é vital no sentido de que ele continua a ser um dos únicos métodos de transferência de dinheiro que permite aos usuários enviar dinheiro de um ponto a outro dentro de um ecossistema descentralizado. A rede em si não é propensa a manipulação ou vulnerabilidade e uma entidade central ou administração não tem autoridade sobre a liquidação de transações” afirma o autor Joseph Young.