Bradesco BBI prevê alta de 38% nos lucros do trimestre impulsionada por commodities e resiliência do consumo doméstico
A temporada de divulgação de resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26) ganha ritmo acelerado na Bolsa brasileira. O ponto de partida de grande relevância no calendário corporativo ocorreu nesta quarta-feira (22), com a publicação dos números da WEG antes do início do pregão. A expectativa dos analistas é de que o período traga um forte avanço nos balanços das companhias listadas na B3.
Projeções elaboradas pela equipe de estrategistas do Bradesco BBI apontam para um crescimento robusto de 38% nos lucros consolidados do mercado na comparação com o mesmo período do ano anterior. O otimismo é fundamentado principalmente na recuperação da base de comparação de setores ligados a commodities e na força do mercado interno.
Commodities e consumo doméstico impulsionam resultados
O primeiro motor do avanço projetado pelos analistas é a base fraca do ano passado nos segmentos de Energia e Materiais Básicos. Por terem enfrentado retração anterior, qualquer recuperação operacional do setor de commodities se reflete agora de forma amplificada nas métricas de rentabilidade.
Em segundo lugar, a equipe do Bradesco BBI destaca o desempenho surpreendente das empresas orientadas ao mercado doméstico. Mesmo diante de um cenário caracterizado pelos maiores juros reais do planeta, a estimativa é de que os lucros dessas companhias cresçam aproximadamente 20%, evidenciando um nível de resiliência do consumidor superior às premissas iniciais do mercado.
Setores em alta e projeções de desaceleração
Apesar das projeções consolidadas positivas, o desempenho entre as diferentes indústrias deve ser heterogêneo ao longo da safra de balanços:
- Elétricas: Lideram as estimativas de crescimento, com alta nos lucros prevista em 53%;
- Petróleo e Gás: Figuram entre os principais motores de concentração de ganhos segundo avaliações do Santander;
- Consumo Discricionário: Desponta como o principal destaque negativo, com previsão de queda de 24% nos lucros.
Em contrapartida à visão do Bradesco BBI para o mercado interno, análises do Santander indicam atenção para uma desaceleração em setores domésticos específicos. A instituição prevê revisões para baixo nos balanços de empresas ligadas ao varejo, à construção residencial e às instituições bancárias.