Taxa de juros do crédito rotativo dos cartões caiu mais da metade após a mudança da regra

Ao participar do painel “Indústria de meios eletrônicos de pagamento, suas complexidades e seus desafios’, realizado ontem (7) no CIAB FEBRABAN, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (ABECS), Fernando Chacon, revelou os dados do acompanhamento mensal que a entidade faz sobre o comportamento das taxas de juros no crédito rotativo após as mudanças nas regras ocorridas em março.

De acordo com ele, na quarta semana daquele mês, a taxa de juros da modalidade era de 455,4% ao ano. Já na última semana de abril, este número havia baixado para 230,3% e, finalmente, no mês de maio chegou a 207,9%. “Estou anunciando em primeira mão que houve uma redução de 54% no total e isto significa que a taxa caiu mais da metade após a mudança da regra”, comemorou.

O Diretor Executivo de Cartões, Veículos e Financeiras do Banco Itaú-Unibanco, Marcos Antônio Vaz de Magalhães, comentou a informação explicando que embora 207,9% ainda seja um patamar bastante alto, esta queda significa que houve um movimento de quebra no circulo vicioso que explicava as taxas altas por causa da inadimplência e inadimplência por causa das taxas altas. “Acredito que num futuro cada vez mais breve teremos um novo cenário com taxas cada vez mais reduzidas e isto também servirá como impulso para o crescimento do setor”, disse.

Analisando as possibilidades de crescimento do setor, o Country Manager da VISA do Brasil, Fernando Teles, chamou a atenção para a desconstrução do plástico. “Hoje já se fala que a próxima geração não saberá o que é um cartão de crédito e de débito. A Internet das Coisas vai fazer com que exista uma disponibilidade e conveniência cada vez maior e a utilização do meio eletrônico terá um crescimento exponencial”, disse.

Por sua vez, o Diretor Executivo do Bradesco,  Rômulo Dias analisou o impacto de uma presença mais acentuada do regulador no dia a dia do mercado de meios de pagamento e a chegada das novas entrantes e fintechs. “O processo de regulação é inexorável no Brasil e no mundo. Temos uma visão positiva porque isto vai estabelecer as regras do jogo para todos jogarem na bola, sem ninguém dar caneladas. As fintechs e novas entrantes provocarão os primeiros impactos na rentabilidade da indústria como um todo”, disse.

Segundo ele, a estratégia para este novo momento é reduzir os custos de servir. “Temos que emagrecer, nos tornar mais fortes, mais ágeis e continuar competindo”, finalizou.

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