Marcas estão investindo em inovações como prateleiras inteligentes e IA para prever compras e reduzir desperdícios
Por Cantarino Brasileiro*
Sensores, prateleiras inteligentes e inteligência artificial (IA) já transformam a experiência de compra nos supermercados brasileiros. As soluções apresentadas vão desde tecnologias que identificam produtos nas gôndolas até sistemas que usam IA para antecipar demandas e personalizar ofertas em tempo real. Segundo Carlos Nepomuceno, sócio-diretor da GIC Brasil, “o varejo está se adaptando rapidamente às novas possibilidades trazidas pela tecnologia. A IA permite entender o comportamento do consumidor como nunca antes.”
Chamou atenção a prateleira inteligente, equipada com sensores que detectam quais produtos foram retirados e enviam essas informações ao sistema de gestão da loja. Esse recurso ajuda a evitar rupturas de estoque e facilita a reposição automática.
Outra inovação foi o uso de câmaras acopladas a algoritmos de IA para analisar o fluxo de clientes e suas decisões de compra. De acordo com Eduardo Souza, executivo da Sensormatic Solutions, “os dados capturados permitem identificar padrões de comportamento e melhorar a exposição dos produtos nas lojas.”
Além da personalização da jornada do consumidor, as ferramentas tecnológicas também foram apontadas como estratégicas para reduzir desperdícios e otimizar a logística, especialmente no setor de perecíveis.
“Com a IA, conseguimos prever com mais precisão o que será vendido e quando, o que impacta diretamente nos índices de perda”, afirmou Juliana Ribeiro, especialista em supply chain e tecnologia.
A experiência no ponto de venda também foi tema das discussões. Os participantes destacaram que os recursos digitais não substituem o atendimento humano, mas o complementam.
“A tecnologia deve estar a serviço da conveniência e da agilidade, mas sem perder o contato humano que ainda é essencial para muitos consumidores”, reforçou Rodrigo Santoro, consultor de inovação para o varejo.
A adoção dessas tecnologias ainda enfrenta desafios, como o custo das soluções e a necessidade de capacitação das equipes. Ainda assim, o setor demonstra forte movimento de transformação, impulsionado pela necessidade de oferecer experiências mais eficientes, conectadas e personalizadas.
Com iniciativas já em operação e outras em fase de testes, o varejo brasileiro caminha para um novo modelo, onde dados, sensores e algoritmos serão protagonistas das decisões e da experiência de compra.
*Escrito com IA generativa