Stark Bank recebe autorização do BC e vira banco

Stark Bank recebe autorização do BC e vira banco

Por Edilma Rodrigues

A Star Bank, fintech de open banking, acaba de receber autorização do Banco Central para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com clientes como Loft, Rappi, Buser, Kovi, Rebel e Colgate, a empresa se torna uma instituição financeira, podendo ofertar crédito e novos produtos financeiros, como cartão corporativo focado em startups do Brasil e antecipação de recebíveis. Em 2021, a empresa pretende lançar produtos como empréstimos, investimentos e câmbio em parceria com outras instituições financeiras. 

O objetivo da fintech, de acordo com seu fundador e CEO, Rafael Stark, é reconstruir a experiência bancária das empresas. Ele explica que, no dashboard da Stark Bank, é possível acompanhar todo o fluxo de caixa e quando alguma necessidade de caixa para honrar compromissos é detectada, automaticamente o sistema apresenta as melhores ofertas de crédito por meio de seus parceiros. 

“Com um clique, ela terá o dinheiro em sua conta na Stark Bank. Da mesma forma, caso um cliente receba investimentos em dólares no exterior, apertando um botão o dinheiro irá sair da conta dele dos EUA e virá ao Brasil. Nós iremos cuidar de toda a burocracia, enquanto nosso cliente foca em crescer a empresa dele., afirma Stark.

Ao se tornar uma SCD, a fintech ainda pode oferecer crédito diretamente, sem a necessidade de um banco como intermediário, o que propicia muito mais autonomia e controle das operações. “Como o core business da empresa é baseado no uso de tecnologia, essa autorização deixará as atividades muito mais ágeis, integradas e menos burocratizadas,” enfatiza a empresa em nota.

Segundo informa o comunicado, a Stark Bank, fundada em 2018, criou a primeira API bancária no Brasil, o que propicia a empresas escalarem suas operações bancárias. “O uso dessa tecnologia permite com que empresas possam operar sua conta bancária de onde preferirem, seja dentro do ERP, Excel, Google Sheets, Web Banking ou dentro do próprio sistema da empresa. Com isso, pode-se automatizar toda a área financeira, aumentando a produtividade do time, simplificando conciliação, dando visibilidade do fluxo de caixa, além de eliminar operações manuais, erros e fraudes. Assim, empresas conseguem realizar grandes volumes de transferências, pagamentos e boletos, sem sofrer qualquer gargalo operacional,” explica.

Com crescimento 30% ao mês durante a pandemia, a fintech investida pela Y Combinator, Iporanga e Foundation Capital deve fechar o ano de 2020 com R$ 2 bilhões transacionados em sua plataforma.

Com informações da assessoria de imprensa

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