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Seu novo chefe poderá ser um robô

Em sua participação no evento “O Brasil e os desafios da 4ª Revolução Industrial: a economia política do futuro”, promovido no dia 08 de março, pela Secretária Geral da Presidência da República, em São Paulo, Naércio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, afirmou que os futuros trabalhadores precisam estar preparados para interagir com robôs, que poderão até mesmo ser os chefes.

“Qual a vantagem competitiva dos humanos? Pode ser a empatia, criatividade e capacidade de abrir novos negócios. O desafio é ensinar isso para os novos alunos”, apontou o acadêmico, que também destacou que as habilidades socioemocionais serão muito importantes para o mercado de trabalho no futuro.

Na avaliação de Naércio, a transformação que será causada no mercado de trabalho por tecnologias como inteligência artificial poderá causar maior impacto do que outras revoluções. “A diferença da nova revolução é que ela pode substituir os trabalhadores mais qualificados. Como mudar os padrões da educação tendo em vista esse futuro?”, destacou.

“A escola vai ter que ensinar a pensar e a ter protagonismo. Precisamos formar jovens com a noção de que eles serão empreendedores de sua vida no futuro. Isso vai ser importante, pois eles precisarão se recapacitar muitas vezes. Serão aprendizes por toda a vida”, apontou Cláudia Costin, ex-secretária municipal de educação do Rio de Janeiro e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV-Rio. Segundo ela, para atender a nova indústria, a transformação na educação deve acontecer rapidamente. 

Claudia sugere que a educação passe a ser focada em despertar “curiosidade” e “imaginação”; e a estimular o “trabalho em equipe”. Quanto ao futuro da educação profissional, ela acredita que será necessário um sistema dinâmico de certificação de habilidades. “Vamos ter que pensar em um ecossistema de educação baseado em certificações. Você adquire uma competência, seja na empresa ou em uma escola, que te habilita para determinada atividade. Quando as máquinas aprenderem aquilo, o que você faz? Parte para outra atividade. Acho que estamos caminhando para isso”.

A programação do evento também contou com a presença Samuel Pessôa (EPGE, FGV-RJ), Cristiane Schmidt (conselheira do CADE), Marcos Lisboa (Insper), Humberto Pereira (VP Embraer), Mariana Vasconcelos (AgroSmart), Maria Helena Guimarães Castro (Min. Da Educação), entre outros.

*Com informações da revista Época Negócios

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