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Robôs humanoides e humanos dão corpo a Inteligência Artificial

O Cruzr, da Pluginbot, e a Anny, da Realbotix, trouxeram um novo tipo de interlocutor aos participantes do 12º Fórum de TI Banrisul. O robô da Pluginbot, que chegou a ter uma entrevista com o CIO Jorge Krug, lembra os modelos clássicos da ficção, com um gestual remissivo a quem viu Perdidos no Espaço, e seu motor de inteligência, para funções como reconhecimento facial, entendimento de fala e conversação, pode rodar na nuvem. A Anny tem uma face humana e a interação é sustentada por um app em Android da NextOS, de Curitiba.

“Inteligência Artificial é uma área que conjuga a movimentação de startups inovadoras e grandes empresas mundiais. Os robôs trazem uma visão tangível do que está por vir. Essa visão de futuro é importante para alavancar a maturidade em relação a tecnologias que já estão aí. Os robôs de automação de processos (RPA) e os bots já são capazes de resolver grandes gargalos operacionais. Mas mexer em uma grande estrutura requer que as pessoas entendam as mudanças e esse tipo de experiência com a tecnologia ajuda”, explica Jorge Krug.

A aplicação da empresa curitibana que hoje roda nos androides da Realbotix, começou com um projeto pessoal há 15 anos, quando uma amiga do programador Guile Lindroth perdeu a motricidade e lhe seria útil um bot tanto para acionar dispositivos em casa quanto para “conversar”. Em 2006, criou assistente virtual no desktop, que evolui para uma aplicação de companheiro virtual. Para manter conversas com um avatar na tela, basta instalar o app, de US$ 20. Já a cabeça robótica custa US$ 8 mil nos EUA. A Realbotix já é conhecida no mercado americano pela oferta de robôs acompanhantes, com uma imitação convincente de pele e expressões e um conjunto complexo de sensores, a preços acima de US$ 20 mil. Segundo Lindroth, no Brasil é mais viável trabalhar com aplicações verticais, com foco no mercado empresarial.

Os robôs humanoides da Pluginbot, já disponíveis comercialmente, combinam diversas funções de NLU (entendimento de linguagem natural, IA, reconhecimento de padrões, além da própria movimentação, em aplicações como hospitalidade e vigilância. Após o momento em que os Assistentes Virtuais deram escala e maturidade à IA, a Pluginbot aposta na democratização dos assistentes digitais físicos. Lindroth explica que há três níveis de IA: a inteligência restrita, o estágio atual em que a IA atende a funções específicas; a IA generalista, o atual desafio de fazer os sistemas se adaptarem a diferentes contextos; e a SuperIA, quando a capacidade de coletar dados e ponderar variáveis pode gerar uma “singularidade cognitiva”.

Para Gil Giardelli, fundador da Pluginbot, a “economia da IA” vem junto, seja como causa ou efeito, a vários movimentos de reconstrução de empresas, arranjos econômicos e das próprias pessoas. “O fechamento da última mina de carvão da Alemanha marca bem o fim da era industrial. Hoje a indústria automobilística entende que carro não interessa tanto à nova geração e Ford, ao mesmo tempo em que fecha fábricas, dá peso ao desenvolvimento de ofertas de mobilidade urbana”, exemplifica. “A IA vai desempregar quem não souber empregá-la”, diz Giardelli. Ele também aposta no potencial libertador da tecnologia. “Tem um grupo de trabalhadores neste evento que exerce uma função vital para nossa saúde, de recolher o papel higiênico dos banheiros. Agradecemos, e também arrisco dizer que eles gostariam que seus filhos programem robôs para essa tarefa”, nota.

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