nota7

Risco de disrupção é alerta para cooperativas de crédito no mercado de adquirência

A adquirência é hoje uma das mais importantes explicações para o crescimento vertiginoso das cooperativas de crédito em produtos como o depósito à vista e em algumas carteiras de crédito concedidas a empreendedores.  Mas isso não necessariamente é algo tão saudável como essa indústria gostaria de acreditar. Na verdade, se trata de um sinal claro de que os gestores devem repensar a forma de gerir este tipo de operação caso desejem vê-las presente em um cenário futuro.

A opinião é do consultor para Cooperativas de Crédito, Ricardo Coelho, e foi exposta num artigo escrito para o Portal do Cooperativismo de Crédito na semana passada. No texto ele compara o avanço das cooperativas na guerra das chamadas maquininhas de cartões, com o processo de entrada da tecnologia e disrupção no setor de transporte.

“Até pouco tempo esses aplicativos de transporte de passageiros não existiam. Hoje, no entanto, fazem parte do nosso cotidiano após imprimirem uma enorme disruptura nesse mercado até então dominado pelos taxis. Mas mesmo essa novíssima proposta já sofre novas ameaças disruptivas”, diz.

Da mesma forma, o autor afirma que até alguns anos, via-se que clientes usuários de máquinas de cartões tinham soluções caras e burocráticas, sendo que eram poucos os agentes econômicos que lhe permitiam disponibilizar pagamento em cartões. “Hoje, esses clientes são assediados por inúmeros prestadores desse serviço, sendo que alguns deles são novíssimas fintechs com pequeno capital e não mais de 10 funcionários. Elas oferecem taxas e tarifas cada vez mais tentadoras, quando não totalmente isentas”, explica.

Ele alerta para o fato de que a adquirência sofrerá fortes mudanças nos próximos anos. Isso poderá ocorrer através da entrada de novos fornecedores com estratégias cada vez mais simples e tecnológicas, onde o diferencial de tarifa/taxa será secundário no julgamento do cliente.

Tudo isso sem descartar a hipótese de que o regulador pode vir a aprovar novas formas de efetuar transações sem que haja a necessidade de uma enorme estrutura de milhões de máquinas físicas e sem a intermediação de um agente financeiro, por exemplo.

“Não fiquemos entorpecidos com as inúmeras vantagens promovidas por essa lua de mel com a adquirência, e mitiguemos os riscos de uma excessiva exposição a essa solução, já que há sinais de que, em breve, nos serão apresentadas as inevitáveis mudanças desse mercado”, ressalta. “Concordar é secundário. Refletir é urgente”, conclui.

Fonte : Portal do Cooperativismo de Crédito

Participe do Payment View e saiba tudo sobre tema! Últimos dias com 20% OFFInscreva-se!!

Compartilhe

Notícias relacionadas

Blog
Mudança na natureza jurídica da ANPD fortalece aplicação da LGPD
Por Edilma Rodrigues A Medida Provisória (MPV) nº 1.124, de 13 de junho de 2022 assinada pelo...
Blog
Mercado Pago usa tecnologia de segurança da Mastercard para criptos
A carteira digital do Mercado Livre, o Mercado Pago, vai usar
Blog
Ant Group lança banco digital para micro, pequenas e médias empresas em Singapura
O ANEXT Bank, banco digital de atacado de Singapura e parte do Ant Group, anunciou...
Blog
Cetelem vai reduzir 6 mil toneladas de CO² com emissão de cartões reciclados
O Banco Cetelem Brasil emitiu cerca de 370 mil cartões de plástico reciclado, desde o...

Assine o CANTAnews

Não perca a oportunidade de saber todas as atualizações do mercado, diretamente no seu e-mail

plugins premium WordPress
Scroll to Top