Com a moderação de Carlos Oliveira, da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), o Fintech View reuniu alguns dos mais importantes representantes do segmento de bancos digitais do país para debater o tema “Bancos Digitais: diminuir a burocracia, inovar em serviços, atender os desejos do consumidor e rentabilizar”.
Representando o N26, reconhecido como uma das maiores fintechs da Europa e cujo lema é ser o banco que o mundo ama usar, Eduardo Prota disse que a entrada no mercado brasileiro prevista para acontecer em breve faz parte dos planos de ter 100 milhões de clientes ativos no planeta.
Entrando especificamente na discussão proposta pelo painel, ele disse que atualmente o N26 já consegue obter lucro em cada conta que possui aberta. “Em primeiro lugar é preciso mudar o modo de tratar o produto. Chamar de tarifa não é a melhor forma. Se as pessoas pagam para usar Netflix e outras coisas sem reclamar, por que não podem pagar por serviços financeiros? Será que os serviços financeiros ainda não conseguiram agregar um valor suficiente que os clientes queiram pagar?” questionou.
Compartilhando dessa visão, Carlos Rudnei Dutz, do Banco Original explicou que o diferencial da conta oferecida pela instituição é justamente a gama de benefícios oferecidos como cashback no débito, utilização do sistema Sem Parar de forma gratuita por 12 meses, vantagens no uso de Spotfy e Netflix, entre outros benefícios. “A ideia é que tudo isso possa fazer com que a tarifa não faça tanta diferença”, disse.
Na busca pela oferta desse valor aos clientes, Jolivan Galvão, do next, explicou que o banco tem até uma equipe de antropólogos que frequenta baladas para acompanhar o perfil, o hábito de consumo, o desejo e até as aspirações que não são manifestadas pelos jovens, público preferencial da marca. “Usamos 12 algoritmos que ficam trabalhando na concepção de novos produtos e serviços. Juntando essa sopa de elementos conseguimos fazer com que essa inovação se materialize”, disse.
Concluindo a análise, Gustavo Torres, do C6 Bank afirmou que a experiência é mesmo o diferencial. “O mercado de serviços financeiros foi criado sobre uma nuvem e, por isso as pessoas geralmente não sabem o que está acontecendo no seu relacionamento com os bancos. Ao terem uma experiência positiva elas passam a ter confiança e se fidelizam com aquele banco”, declarou.