Enquanto países como China, Venezuela e Singapura tentam bloquear o crescimento das criptomoedas, outros como Japão, Suíça e Brasil avançam nas regulamentações.
Com o crescimento da adoção do bitcoin no mundo, diversos governos e instituições passaram a pensar em formas de como controlar o uso das moedas digitais. Alguns países se destacaram nos últimos meses.
China – O governo encaminhou um documento para as corretoras de moedas digitais do país formalizando a suspensão das negociações do bitcoin e de outras moedas digitais na China. Essa ação gerou impacto no mercado mundial, mas foi menor do que se esperava.
Venezuela – Desde o início do ano, há rumores de que o governo venezuelano esteja bloqueando o uso de bitcoins e sua mineração. Porém, a população continua fazendo uso da moeda, que tem se tornado uma alternativa para a negociação das necessidades básicas, como alimentos.
Cingapura – A autoridade monetária de Cingapura (MAS) divulgou que vai formalizar a negociação de criptomoedas sob a regulamentação de valores mobiliários do país. Porém, em setembro, bancos locais encerraram as contas bancárias de todas as corretoras de moedas digitais e startups de blockchain do país.
Japão – O país regulamentou o bitcoin em 1 de maio de 2017 e segue firme na implementação. A FSA (agência fiscalizadora de serviços financeiros) já liberou licença de operação para 11 Exchanges em setembro.
Suíça – Mantém sua regulação mais branda, estimulando a experimentação e inovação pelas fintechs. Também incentivam que empresas possam fazer operações semelhantes a crowdfundings, com a tecnologia das moedas digitais. Esse tipo de operação é conhecido como ICO (Initial Coin Offers) e já captou dois bilhões de dólares em 2017.
Brasil – Continua com o projeto de lei que discute a regulação do bitcoin e outras moedas digitais, juntamente com programas de pontos de milhagem.