Mudança no topo do setor reflete o avanço do pix e a concorrência acirrada entre as credenciadoras de cartão
A Rede, empresa de meios de pagamento do Itaú, ultrapassou a Cielo e assumiu a primeira posição em volume total transacionado no Brasil. O movimento encerra anos de hegemonia da Cielo no setor e consolida uma importante reorganização no topo do mercado de adquirência no país, onde atualmente apenas cinco empresas concentram 96% de todo o volume transacionado no comércio.
A transformação no ranking reflete as mudanças profundas na forma como os brasileiros realizam pagamentos e na dinâmica de custos para os estabelecimentos comerciais.
Motivos da virada no mercado de maquininhas
A perda da liderança por parte das adquirentes tradicionais como a Cielo está diretamente associada a duas transformações centrais no setor financeiro:
- Avanço do Pix: A ferramenta de pagamento instantâneo do Banco Central já responde por mais da metade de todas as transações realizadas no país, reduzindo o espaço relativo do cartão de débito e alterando a composição da receita das adquirentes;
- Pressão de preços e novos concorrentes: O crescimento de soluções de maquininhas digitais focadas em preços agressivos intensificou a disputa por pequenos e médios lojistas.
Em resposta à maior concorrência por tarifas, os grandes players tradicionais têm buscado se diferenciar por meio do fortalecimento de suas marcas, integração de sistemas e oferta de serviços financeiros de valor agregado para os comerciantes.
Impactos e alternativas para os lojistas
A acirrada disputa de mercado entre as adquirentes tende a trazer benefícios diretos para os donos de negócios, gerando pressão pela queda nas taxas cobradas sobre as transações e estimulando o lançamento de novas ferramentas de gestão.
Na hora de escolher a melhor solução de pagamento, a recomendação é que os empresários comparem não apenas as taxas de desconto (MDR), mas também os custos de aluguel ou aquisição das maquininhas e a abrangência de bandeiras e métodos de pagamento aceitos.