2_aporte_creditas

R$ 165 milhões de aporte e Creditas estima triplicar de tamanho anualmente

A Creditas acaba de fechar uma nova rodada de aporte de capital, no valor de R$ 165 milhões. Segundo a empresa, o investimento é o maior recebido por uma companhia de tecnologia financeira (“fintech”) brasileira neste ano e o segundo da Creditas, que, em fevereiro, já havia obtido R$ 60 milhões em capital. “O aporte reforça a aposta dos investidores em modelos de serviços financeiros fora dos bancos tradicionais,” argumenta o comunicado à imprensa.

A empresa pretende usar os recursos do aporte para ampliar a equipe e investir no desenvolvimento de novos produtos de crédito com garantia. A fintech tem 285 funcionários, contra 110 no início do ano. “Estamos em um nicho de mercado em que é preciso muita inovação. A meta da Creditas é triplicar de tamanho a cada ano pelos próximos três anos”, estima o fundador da Creditas, Sergio Furio. Se cumprir o objetivo, a companhia chega ao fim de 2.020 quase 30 vezes maior.

Furio não revela em quanto a empresa foi avaliada no novo aporte nem dados sobre receita ou saldo da sua carteira de crédito. Mas o volume de recursos captados dá uma dimensão do crescimento da fintech. Além do capital, a companhia levantou neste ano R$ 200 milhões em recursos de investidores para o funding das operações de crédito, e tem planos de levantar mais R$ 300 milhões em 2018.

O novo investimento foi liderado pelo fundo sueco Vostok Emerging Finance, que recentemente também participou do aporte de R$ 125 milhões no aplicativo de finanças pessoais GuiaBolso. Os demais sócios da Creditas – Redpoint eVentures, Kaszek Ventures, Quona Capital, QED Investors, IFC (braço de investimentos do Banco Mundial) e Naspers Fintech – também entraram com recursos.

A Creditas surgiu em 2013 (com o nome Bank Fácil) com a proposta de oferecer crédito pessoal com garantia de veículos e imóveis e juros mais baixos que os cobrados nas instituições financeiras. Furio informa que a taxa média dos empréstimos concedidos é de 1,9% ao mês (25,3% ao ano). Para efeito de comparação, o juro médio nas operações de crédito com recursos livres para pessoas físicas encerrou outubro em 59,5% ao ano, segundo dados do Banco Central.

O aporte na empresa acontece no momento em que o BC prepara regulação para as fintechs de crédito. Para operar de acordo com as regras do sistema financeiro, as empresas precisam fazer acordos para atuar como correspondentes bancários de outras instituições. A Creditas tem como parceiros as financeiras Santana, Fapa e CHP. Com a nova regulação, as fintechs poderão operar de forma independente. “Em um mercado onde a oferta de crédito é concentrada em poucas mãos, a iniciativa do BC é muito boa para o consumidor”, diz Furio, ao destacar que a proposta teve o cuidado de não aumentar o risco do sistema financeiro, já que as fintechs de crédito não poderão captar recursos diretamente dos clientes, como fazem os bancos.

Compartilhe

Notícias relacionadas

Blog
Mudança na natureza jurídica da ANPD fortalece aplicação da LGPD
Por Edilma Rodrigues A Medida Provisória (MPV) nº 1.124, de 13 de junho de 2022 assinada pelo...
Blog
Mercado Pago usa tecnologia de segurança da Mastercard para criptos
A carteira digital do Mercado Livre, o Mercado Pago, vai usar
Blog
Ant Group lança banco digital para micro, pequenas e médias empresas em Singapura
O ANEXT Bank, banco digital de atacado de Singapura e parte do Ant Group, anunciou...
Blog
Cetelem vai reduzir 6 mil toneladas de CO² com emissão de cartões reciclados
O Banco Cetelem Brasil emitiu cerca de 370 mil cartões de plástico reciclado, desde o...

Assine o CANTAnews

Não perca a oportunidade de saber todas as atualizações do mercado, diretamente no seu e-mail

plugins premium WordPress
Scroll to Top