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Proposta propõe ao BC expansão de medidas para fintechs não reguladas no valor de R$ 5 bi

Representantes das “fintechs” entregaram propostas ao Banco Central para ampliar o número dessas empresas que podem aderir às medidas lançadas para atenuar os efeitos do coronavírus na economia e para reduzir os custos e tributos de suas atividades. A informação é do Valor Econômico. A diretora executiva da ABFintechs, Ingrid Barth, disse ao jornal que, entre as propostas entregues ao regulador, estão a redução de custos operacionais para as fintechs, muitos deles relacionados a serviços bancários, como a transferência de recursos, e a diminuição de tributos pelo período entre quatro e cinco meses.

O objetivo do pacote é transferir mais recursos, estimados em R$ 5 bilhões, para micro, pequenas e médias empresas, que têm sido muito impactadas pelo isolamento social e recorrem a empréstimos em fintechs, principalmente pela dificuldade de obterem crédito em bancos. 

O sócio da Finpass, Dan Cohen, informou ao jornal que os bancos simplesmente pararam de oferecer propostas aos clientes, enquanto os demais credores estão mais seletivos. “Eles querem emprestar para os mesmos setores: alimentos, produtos farmacêuticos, higiene pessoal, enquanto outros setores simplesmente não têm dinheiro disponível”, afirmou.

Na opinião do executivo, os repasses do BNDES para as empresas de menor porte deveriam considerar aquelas que estão em setores sem acesso a recursos neste momento. “O BNDES não deveria estar preocupado apenas em ampliar o número de players para o dinheiro chegar ao mercado, mas com o fato de que o dinheiro chegue a quem precisa.” 

90% das fintech não são reguladas

As startups reguladas pelo BC têm licença para atuar como instituição de pagamento, categoria que abrange bancos digitais, e como Sociedades de Crédito Direto (SCD) e Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEP). “As demais fazem parceria com instituições financeiras reguladas, atuando como correspondentes bancárias, o que abrange cerca de 90% do total dos casos,” informa a matéria do Valor Econômico.

Ainda de acordo com o jornal, as iniciativas lançadas até agora pelo BC incluem as fintechs reguladas. “No dia 26 de março, o Conselho Monetário Nacional (CMN) permitiu às Sociedades de Crédito Direto (SCD) e Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEP) emitir cartões, repassar recursos do BNDES e securitizar suas carteiras para um número maior de investidores.”

A diretora executiva da Associação Brasileira das Fintechs (ABFintechs), Ingrid Barth, disse ao jornal que as medidas, embora positivas, estão concentradas apenas nessas entidades reguladas. “Nossa demanda é por estender essas medidas também para outras fintechs”, explica Ingrid.

É possível fiscalizar fintech não reguladas

O líder para a América do Sul da Financial Data and Technology Association (FDATA), Bruno Diniz, disse ao Valor que não é algo trivial fiscalizar quem não está regulado. “Mas concordo que as fintechs são um canal rápido para fazer os recursos chegarem até as pequenas e médias empresas brasileiras”. 

Segundo a ABFintechs, o BC tem como controlar a própria instituição financeira que está fazendo a parceria com a fintech, a partir de relatórios frequentes sobre a situação financeira dessas empresas, algo que permitiria mais controle do negócio e ter mais certeza de que as iniciativas de ajuda estão realmente chegando às pequenas empresas. 

O programa, que tem valor estimado de R$ 5 bilhões, traria mais recursos para micro, pequenas e médias empresas, grupo que tem sido fortemente impactado pelo período de quarentena e tem buscado empréstimos nas fintechs, diante da postura de maior aversão a risco dos bancos. 

Demanda da Finpass por crédito cresce sete vezes em cinco anos

O Valor Econômico ainda informa que as medidas anunciadas em março pelo regulador chegam em um momento em que as fintechs estão sendo altamente demandadas. Investida do BTG Pactual, a plataforma Finpass, que conecta pequenas e médias empresas que buscam crédito aos financiadores, viu a demanda crescer sete vezes nos últimos cinco dias. No total, a empresa tem 350 fundos, fintechs, bancos e financeiras cadastrados para emprestar a 100 mil empresas – por mês, recebe em média 3 mil cadastros, que saltaram nas últimas semanas. A plataforma já criou R$ 5 bilhões em propostas de financiamentos e empréstimos aos clientes.

Fonte: Valor Econômico

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