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Plataforma de negociação de dívidas é alternativa para inadimplentes

Por Edilma Rodrigues

Determinações mais flexíveis para negociações de dívidas estão em vigor no Brasil desde fevereiro, quando a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou novo normativo. O documento determina que as instituições bancárias tenham canais específicos para acordos com clientes endividados – que já somam 63 milhões de brasileiros, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). As fintechs são alternativa para os bancos resgatarem seus clientes, atenderem à determinação, bem como para inadimplentes chegarem a um acordo viável para eles.

Segundo nota divulgada pela QuiteJá, fintech que ajuda a negociar dívidas, sua plataforma digital conta com soluções customizadas para os bancos recuperarem créditos e clientes. “O canal é uma alternativa de negociação e não deve ser confundido com os tradicionais escritórios de cobrança, que normalmente fazem abordagens por telefone,” salienta a nota. O Chief Technology Officer (CTO) da QuiteJá, Rafael Abreu, é categórico ao afirmar: “Não somos cobradores. Somos um canal de negociação, que serve tanto ao credor quanto ao devedor. O que o endividado vai encontrar em nossa plataforma é uma opção de acordo, geralmente adequada à sua capacidade de pagamento, para conseguir regularizar seu crédito”, explica e acrescenta: “Quem decide quando negociar é o cliente. O portal fica disponível 24 horas.”

Para os bancos, segundo a startup paranaense, a vantagem vai além de cumprir a determinação da Febraban. “O custo do serviço é muito inferior e resgata o cliente que rejeita os canais convencionais e, muitas vezes, acaba desistindo de negociar,” completa Abreu.

A QuiteJá, no mercado há dois anos, fez 70 mil negociações entre credores e devedores, reaproximando essas instituições, por vezes com a relação desgastada com o consumidor endividado. De julho de 2017 a agosto de 2018, a startup superou 180 mil boletos pagos, o que corresponde a aproximadamente R$ 30 milhões recuperados para instituições financeiras. Em um único dia, mais de 4,5 mil propostas foram fechadas. “Pessoas físicas ou jurídicas podem negociar, ajustando os valores à sua realidade, sem burocracia, filas, telefonemas ou relações estressantes com atendentes,” assinala o CTO da QuiteJá.

Dívidas

Sobre as dívidas, a nota da empresa informa que elas incluem cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos e seguros – e subiram 6,4% em 2018, de acordo com SPC. “O número de endividados atinge 41% da população adulta, a maioria no Sudeste. Entre os inadimplentes, 17,9 milhões têm de 30 a 39 anos. Os devedores entre 40 e 49 anos somam 14 milhões. Consumidores de 25 a 29 anos formam 7,9 milhões de negativados. Os idosos também devem. São 5,4 milhões na faixa dos 65 a 84 anos com contas em atraso. Dos jovens brasileiros (entre 18 e 24 anos), 20%, ou 4,8 milhões, estão endividados,” explica a QuiteJá.

O commercial manager da QuiteJá, Luiz Garcia, destaca que a dívida média de cada brasileiro é de R$ 7 mil. “Muitos não tentam uma negociação porque desconhecem a possibilidade de juros baixos e parcelamento. Nossa plataforma oferece, com um simples clique, acordos positivos e vantajosos para bancos e consumidores, recuperando créditos, mas principalmente clientes,” menciona e acrescenta: “o cliente se mostra cada dia mais adepto a novas alternativas.”

Com informações da assessoria de imprensa

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