Por Edilma Rodrigues
Um dos objetivos do PIX, sistema de pagamento instantâneo do Brasil, que será lançado em novembro de 2020, é melhorar a experiência de pagamento dos usuários, tanto para quem paga quanto para quem recebe. A marca única criada pelo Banco Central para fazer transferências monetárias, em tempo real durante 24 horas por dia e todos os dias do ano, vai torná-la, de um lado, tão fácil, simples, intuitiva e rápida como se fosse com dinheiro em espécie. Para o destinatário, os recursos entram imediatamente em sua conta, seja ela de instituições financeiras ou de pagamento.
O BC informa que será possível, pelo menos, três formas diferentes para uma pessoa iniciar o pagamento:
- por meio da utilização de chaves ou apelidos para a identificação da conta transacional, como o número do telefone celular, o CPF, o CNPJ ou um endereço de e-mail;
- por meio de QR Code (estático ou dinâmico); ou
- por meio de tecnologias que permitam a troca de informações por aproximação, como a tecnologia near-field communication (NFC).

Uso de apelidos ou chaves substituem inserção de vários dados
A utilização de chaves ou apelidos – telefone celular, CPF, CNPJ ou um endereço de e-mail – vai facilitar o processo de iniciação do pagamento, diferentemente de como acontece atualmente com a TED e o DOC, em que é necessária a inserção de diversos dados do usuário recebedor, como o CPF ou o CNPJ, a identificação da instituição na qual o recebedor possui uma conta, o número da agência, o tipo da conta e o número da conta.
No futuro, o QR Code poderá ser gerado por quem recebe
O pagamento por QR Code enviado pelo recebedor, permite a leitura por meio de qualquer tipo de smartphone, inclusive os mais simples. “No futuro, os pagamentos também poderão ser iniciados a partir da leitura, pelo usuário recebedor, de QR Code gerado pelo próprio usuário pagador. Cada recebedor poderá escolher livremente qual ou quais tipos de iniciação de pagamento instantâneo ele irá aceitar,” assinala o site do BC.
Os QR Codes utilizados no âmbito do PIX seguem o padrão BR Code, estabelecido pelo Banco Central do Brasil por meio da Circular nº 3.989/2020. Mais informações sobre o BR Code estão disponíveis aqui.
Diminuição de intermediários deve reduzir custos
Um dos pontos destacados pelo BC para quem recebe os valores é a redução do número de intermediários na cadeia de pagamentos, o que deve gerar diminuição nos custos das transferências eletrônicas. Como a disponibilidade dos recursos é imediata, o BC acredita que haverá redução da necessidade de crédito. “Outro benefício é a facilidade de automatização e de conciliação dos pagamentos. As informações agregadas, que cursarão junto com a ordem de pagamento, permitirão o desenvolvimento de soluções tecnológicas que integrem os sistemas dos usuários recebedores, notadamente empresas, automatizando, facilitando e dando mais agilidade aos processos,” informa o regulador.

Em abril, o Banco Central iniciou novos testes na infraestrutura tecnológica de liquidação do PIX, na qual instituições financeiras e de pagamento participam de forma voluntária e transferem recursos fictícios. O objetivo é verificar os fluxos de transações entre participantes diretos e indiretos, bem como os cenários de insucesso nesse processo.
No momento, está disponível, até 18 de maio, consulta pública que aceita sugestões sobre o funcionamento do PIX.
O próximo passo é fazer testes obrigatórios para as instituições participantes, que estão previstos para junho.
Fonte: Banco Central