Banco central elimina limite padrão e permite que usuários gerenciam seus próprios tetos de transação nos aplicativos
O Banco Central do Brasil (BC) anunciou o fim do limite fixo de R$ 500 por transação para as operações realizadas via Pix por aproximação. A mudança, oficializada por meio da Instrução Normativa nº 746, remove a trava padrão anterior e concede mais flexibilidade e autonomia aos usuários. Com a nova diretriz, essa modalidade de pagamento instantâneo passa a seguir a mesma lógica de limites das transferências tradicionais, permitindo que cada correntista ajuste os seus próprios tetos diários e por operação diretamente nos canais digitais de suas instituições financeiras.
Alinhamento de regras e o prazo de adaptação
A decisão da autoridade monetária visa padronizar a experiência do usuário e reduzir as diferenças regulatórias entre as jornadas de pagamento dentro do ecossistema do Open Finance. Além do Pix por aproximação direto no balcão, a remoção do teto alcança a chamada Jornada Sem Redirecionamento (JSR), que viabiliza pagamentos em carteiras digitais sem a necessidade de abrir o aplicativo do banco emissor. As instituições financeiras e de pagamentos ganharam um cronograma regulatório para adequação, tendo até o dia 1º de outubro de 2026 para adaptar completamente seus sistemas de gerenciamento de limites a essas novas exigências.
Para realizar compras utilizando a aproximação, o consumidor vincula sua conta a carteiras digitais compatíveis com a tecnologia NFC, necessitando apenas aproximar o celular ou relógio inteligente do terminal de pagamento do lojista, eliminando as etapas de escaneamento de QR Codes ou digitação manual de chaves Pix.
Expansão do comércio e a barreira técnica no ecossistema
O fim do teto de R$ 500 é visto pelo mercado como um forte propulsor para o varejo físico, facilitando transações de tíquetes mais elevados, como compras de eletrônicos ou bens de consumo duráveis, sem a obrigatoriedade do cartão de crédito. Contudo, neste primeiro momento, o avanço da modalidade encontra uma distinção importante de hardware no mercado brasileiro: o recurso segue disponível prioritariamente para dispositivos equipados com o sistema operacional Android, integrados à Carteira do Google ou Samsung Wallet.
A ausência do recurso nos aparelhos da Apple decorre de condições técnicas e comerciais específicas da marca norte-americana, cuja tecnologia de aproximação passa obrigatoriamente pela plataforma de pagamentos proprietária da empresa, dificultando a implementação sem taxas associadas pelo ecossistema financeiro nacional.