Crédito: Reprodução - Banco Central

Pix lidera transformação no pagamento digital e deve dominar o mercado brasileiro até 2030

Relatório da Worldpay aponta que A2A, impulsionado pelo Pix, será maioria nas transações até o fim da década

Escrito por Cantarino Brasileiro*

O Pix está moldando o futuro dos pagamentos no Brasil. De acordo com o Global Payments Report 2025, o método de transferência direta entre contas – conhecido como A2A (account to account) – já é o principal meio de pagamento do país, tanto no e-commerce quanto nos pontos de venda físicos (PDVs), e deve continuar em expansão acelerada até 2030.

Segundo a pesquisa da Worldpay, que analisou o comportamento dos consumidores em 40 países e diversos segmentos, os pagamentos A2A movimentaram US$35 bilhões no Brasil em 2024, crescimento quase 30 vezes maior em apenas quatro anos. A projeção é que esse número mais do que dobre, chegando a US$86 bilhões até o final da década.

No comércio eletrônico, o Pix respondeu por 41% do valor transacionado no último ano. Já nos pontos de venda físicos, a participação foi de 32%. “O A2A será responsável por 58% do e-commerce e 46% do valor transacionado nos PDVs” no Brasil, aponta o relatório.

Apesar do avanço do Pix, os cartões de crédito continuam relevantes no cenário brasileiro, sendo responsáveis por 38% das transações em 2024 (26% no crédito, 10% no débito e 2% no pré-pago). Eles também alimentam as carteiras digitais, utilizadas por um número crescente de consumidores: 69% dos entrevistados disseram usar cartões como principal fonte de financiamento dessas carteiras, sendo 55% no crédito, 13% no débito e 1% no pré-pago.

Globalmente, o crescimento do A2A é bem mais tímido. A expectativa é que ele represente apenas 9% das transações no comércio eletrônico e 6% no varejo físico em 2030. No resto do mundo, as carteiras digitais são as preferidas, e devem alcançar 65% das transações online e 45% nos PDVs.

A pesquisa ainda projeta crescimento de 8% ao ano para o mercado global de e-commerce, que deve atingir US$10,8 trilhões até 2030. No varejo físico, o avanço deve ser de 4% ao ano, movimentando US$ 47,3 trilhões no mesmo período.

*Escrito com IA generativa

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