Pix: a digitalização das finanças

Pix: a digitalização das finanças

Por Denis Piovezan*

À medida que evoluímos tecnologicamente, tudo à nossa volta tende a seguir a mesma direção. Em todo o Brasil, o Pix, plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central, tem dominado as conversas. Seja dos consumidores que começam a conhecer um novo jeito de pagar e transferir. Seja do varejo que começa a preparar suas soluções para aceitar a nova modalidade. 

A verdade é que o Pix estimula uma experiência inovadora e abrangente para os usuários e faz parte da evolução da indústria de pagamentos – algo que empresas já investem há alguns anos. Mas, para o varejo, além da segurança e agilidade nas operações, existem outras vantagens como: conveniência, disponibilidade e informações agregadas. 

Isso representa uma redução expressiva nos custos financeiros, com impacto positivo no consumo e no crédito. O capital de giro do varejista também será acompanhado mais de perto, já que não será necessário aguardar compensações financeiras nos dias posteriores – alívio para o fluxo de caixa! 

Para que tudo isso funcione, será utilizada a chave Pix (número de telefone celular, e-mail, CPF ou CNPJ), QR Code ou tecnologia de troca de informações por aproximação. O melhor de tudo é que muitas empresas que fornecem tecnologia, produtos e serviços para o varejo já se adaptaram a essa nova demanda e criaram opções. É imprescindível, por exemplo, seguir oferecendo soluções de QR, mas incrementá-las, provendo serviços para iniciação de pagamento e conta transacional de forma integrada à automação dos clientes desde a captura, liquidação e conciliação. 

Em outros países, como Reino Unido e Índia, que adotaram sistemas análogos, o movimento observado primordialmente foi o de substituição às transferências bancárias DOC e TED, sendo o varejo impactado apenas na segunda onda. No Brasil, ainda não é possível prever qual parcela do mercado será atingida primeiro, mas sabe-se que, com os cartões de crédito e pagamento por QR Code bem estabelecidos, a substituição ao dinheiro físico pode ser acelerada. Por isso, o varejista que não estiver preparado poderá perder essa janela de oportunidade. 

O processo de ressignificação do setor representa um grande passo para o sistema financeiro nacional. É certo que um país de proporções continentais como o Brasil, com espectros sociais e financeiros distintos, poderá passar por etapas espaçadas para atingir uma implementação homogênea – basta lembrar que existe uma enorme parcela da população desbancarizada ainda. Porém, é certo que um novo mercado já começará a surgir desta movimentação, e apenas quem for resiliente, acompanhar e investir em soluções de ponta, usufruirá dos benefícios. Caberá às empresas envolvidas o movimento rápido e preciso para disputar a liderança e conquistar destaque e confiança perante os clientes. 

Denis Piovezan é vice-presidente da Linx Pay Hub

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