PIB cresce 1,9% no trimestre impulsionado pelo agro; atividades financeiras têm alta

Na quinta-feira (1), o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,9% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com os últimos três meses do ano passado, somando 2,6 trilhões de reais no período. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a economia brasileira avançou 4% e está no maior patamar da série histórica, iniciada em 1996, e 6,4% acima do patamar pré-pandemia (último trimestre de 2019). 

Um dos principais impulsionadores desse aumento foi o setor agropecuário, que teve um desempenho excepcional, com um crescimento de 21,6%. O resultado foi impulsionado pela previsão de uma safra recorde de soja, contribuindo significativamente para o crescimento geral do PIB.

Embora tenha anunciado que o crescimento está em linha com as projeções do Ministério da Fazenda, o ministro da pasta, Fernando Haddad, pediu cautela ante os dados inflados pelo desempenho do agronegócio. 

A opinião é compartilhada pelo economista e analista ALM do Efí Bank, Paulo Silva. Para ele, embora os resultados do PIB e do setor agropecuário sejam encorajadores, as quedas na indústria e nos investimentos requerem cautela. “É importante notar que esse resultado positivo não elimina a expectativa de uma desaceleração ao longo de 2023. Taxas de juros elevadas, restrições nas linhas de crédito e o desaquecimento da economia global tendem a limitar um desempenho mais robusto ao longo do ano”, avalia.

Já para o Ministério do Planejamento, o desempenho do PIB no primeiro trimestre indica que a economia pode crescer mais que o previsto pelo mercado financeiro neste ano.

“Se não houver elevação da atividade para os outros trimestres em 2023, o PIB brasileiro vai crescer pelo menos 2,3%, superando significativamente a projeção de mercado”, informou em nota.

Além do resultado do setor agropecuário, que teve o maior crescimento desde 1996, a pasta ressaltou a recuperação do setor de serviços, principal setor da economia brasileira, que teve crescimento de 0,6% no período, com destaque para o desempenho das atividades de transportes e de atividades financeiras (ambos com alta de 1,2%). 

O destaque negativo foi a indústria, que recuou 0,1%, com retração pelo segundo trimestre consecutivo. A construção e a indústria da transformação tiveram queda no período, de 0,8% e 0,6%, respectivamente. Os setores foram impactados pela taxa básica de juros em um patamar mais alto do que no início do ano passado. As exportações de bens e serviços caíram 0,4%, mas as importações recuaram ainda mais (-7,1%). 

(Com assessoria de imprensa Efí Bank e Agência Brasil)

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