Crédito: Rafael Cavalcanti, diretor de Inteligência de Dados do Bradesco

Pescadores de ilusão?

por Rafael Cavalcanti, diretor de Inteligência de Dados do Bradesco
A IA generativa é tendência nos últimos anos. Ela representa a materialização de uma série de experiências que se acreditava restrita à ficção científica. Foram colocados ao alcance de cada cidadão digital poderosos modelos de linguagem capazes de trazer respostas para quase toda pergunta. Houve o ciclo da surpresa, seguido de momentos de dúvida, de explicações acadêmicas, de válidos alertas de uso responsável de IA e de longas postagens dos cientistas de dados de redes sociais.
Toda solução tecnológica passou a incorporar a expressão mágica: “Usa IA generativa”. 
Muitos problemas corporativos passaram a ter imediatamente uma solução “alavancando IA generativa”.
Existe um debate válido sobre o que efetivamente essa tecnologia vai resolver, se ela vai gerar uma mudança de patamar compatível com a internet e os smartphones ou algo mais próximo do metaverso e de Eliza.
Acredito em IA generativa como algo que traz três elementos potencialmente transformadores: (1) ajuda a resolver problemas reais por meio das capacidades poderosas de busca semântica e de produção de texto; (2) cria novas experiências com personalização e customização de conteúdo; (3) faz com que o ciclo de tecnologia seja mais rápido – geração de código e automação de testes.
Esses três elementos não vêm desacompanhados de riscos. É imperativo ter consciência das limitações e das armadilhas, e incorporar IA responsável no design dessas soluções.
Não é história de pescador corporativo. No último ano, conseguimos resultados notáveis com ganhos de produtividade e melhora de experiência em vários casos de uso. Seja numa experiência conversacional com a BIA (com ganhos de NPS superiores a trinta pontos), seja num ciclo de desenvolvimento até 40% mais rápido e com mais qualidade, seguimos transformando serviços financeiros com tecnologia, inteligência, dados e inovação. 

Esse artigo foi publicado na 19ª edição do Anuário Brasileiro de Bancos. Acompanhe as principais tendências e movimentos do ecossistema financeiro no último ano.

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