Por Edilma Rodrigues
Paraisópolis precisa de doações para propiciar um Natal digno às famílias que vivem na comunidade e manter o serviço de ambulâncias, contratadas para socorrer os moradores vítimas da Covid-19, que se encerra por falta de recursos, em 20 de dezembro. “Não temos como manter sem a ajuda das pessoas, mesmo com a segunda onda e a possibilidade de um janeiro triste para o Brasil,” lamenta o coordenador nacional do G10 das Favelas e líder comunitário em Paraisópolis, Gilson Rodrigues.
Programa adote uma família Paraisópolis
A inciativa Nova Paraisópolis, do G10 das Favelas, começou a distribuir, hoje (15), presentes – uma roupa, um sapato um brinquedo, uma cesta de Natal e um chester, com a visita do Papai Noel. Porém, o custo desses itens é de 250 reais e, até o momento, o programa Adote Uma Família Paraisópolis tem apenas 245 padrinhos, o que deixa de fora 5.750 crianças da comunidade.
“Você pode adotar uma família como a nossa, como a sua. Podemos contar com você, com a sua generosidade mais uma vez? Iniciamos a distribuição dos presentes das crianças. Em nosso cadastro constam mais de 6 mil crianças. Temos 245 padrinhos. Precisamos de mais,” solicita Rodrigues.
Para adotar uma família de Paraisópolis, neste Natal, basta entrar no site www.novaparaisopolis.com.br e preencher o formulário.
A pandemia acelerou o desemprego na comunidade, que sofre com outros tantos problemas, que vão desde condições sanitárias adequadas até a falta de água e, agora, sem ambulâncias para socorrer os doentes. Vale lembrar que mais de 100 mil pessoas vivem em Paraisópolis.
O relato na página Nova Paraisópolis diz muito: “O tipo de apoio que se presta durante uma crise é o que define relacionamentos pra sempre. A vida é uma só, e em Paraisópolis são milhares. Vidas que trabalham, que sonham, que anseiam, que se relacionam, que têm expectativas, se realizam, fazem planos, se alimentam de vida”.