Papel das fintechs na redução da inadimplência do setor elétrico

Tiago Compagnoni, co-founder e co-CEO da Voltz, fintech do Grupo Energisa

 

De acordo com o Serasa, do número recorde de inadimplência registrada em maio de 2023 no Brasil, 21,45% das dívidas enquadravam-se em contas básicas, como gás, energia, água e saneamento básico, chegando a 74 bilhões de reais.

É possível detectar uma tendência de crescimento no número de inadimplentes desde o início da pandemia de Covid-19. Durante esse período, as distribuidoras de energia realizaram diversas ações para reduzir e evitar débitos, além de garantir o fornecimento desse serviço essencial à população.
O papel de fintechs como a Voltz na resolução desse problema é facilitar as condições de negociação dos clientes, que muitas vezes não têm recursos para arcar com entrada, juros altos e acesso ao crédito. Com a solução de renegociação de dívidas, já realizamos quase 400 mil parcelamentos de débitos do Grupo Energisa por meio de cartão de crédito e CCB (cédula de crédito bancário), o que resultou  em cerca de 180 milhões de reais em negociações.
Com o objetivo de evitar a inadimplência e aumentar a arrecadação do grupo, ampliamos a solução para o público adimplente. Essa estratégia visou diversificar as opções de negociação e educar financeiramente os consumidores.
Por ser uma solução omnichannel, ela pode ser contratada por meio dos diversos canais digitais da Voltz e da Energisa, e de forma presencial nas agências da distribuidora espalhadas pelo Brasil. Apesar disso, os canais digitais são os mais utilizados, com adesões que ultrapassam 80% do total negociado em junho de 2023.
E o foco na redução de inadimplência não para por aí. Com o Desenrola Brasil, programa criado pelo governo federal para renegociação de dívidas de cidadãos do país, a partir de setembro consumidores que se encaixam na Faixa 1 do programa poderão parcelar os débitos de contas básicas, como água e energia. As empresas do setor elétrico, por meio do Desenrola Brasil, e a Voltz, como uma das instituições participantes do programa, podem impactar até 6 milhões de negativados.

Esse artigo faz parte da revista digital e-CANTA Banking Anywhere. Baixe aqui o material completo.

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