Painel no Ciab discute as condições para inovação

Uma das discussões trazidas pelo CIAB Febraban 2017 foi quais as condições que impulsionam a inovação. Apesar de todos no painel concordarem sobre não saber o que vai acontecer nos próximos anos, alguns fatores apoiam o surgimento de soluções disruptivas. O diretor executivo do Banco Votorantim, Gabriel Ferreira, que moderou o painel, deu alguns exemplos do que acontece no Vale do Silício: o acesso ao mercado de capitais, a abertura para a imigração, escolas de qualidade, acesso a funding, mentoria, advisoring.

Tanto clientes como competidores mudaram e, segundo o managing partner, North East USA da Capco, Guido Tamburini, estamos na economia da experiência, e a evolução da relação com os clientes, os modernos consumidores, que são o “Homo Digitales”, requerem melhor experiência e melhor grau de personalização.

No Banco do Brasil, até os caminhos da disrupção tiveram que ser disruptivos. Por ser de economia mista, os 100 mil funcionários são concursados, o que impede de trazer profissionais do mercado para inovar. Além disso, para contratar qualquer empresa, existe um processo de licitação. O diretor de negócios digitais do Banco do Brasil, Marco Antônio Ascoli Mastroeni, explica que o desafio do banco bicentenário (208 anos) era inovar com velocidade. “Há cinco anos iniciamos a mudança do legado para uma arquitetura de serviços. Saímos de uma visão de produto para ir para uma visão de experiência e começar absolutamente tudo pela UX”.

Uma das iniciativas do Banco do Brasil foi a criação do Labs, laboratório de inovação no Vale do Silício (EUA), em um ambiente tecnológico de experimentação, onde não precisam observar a regulamentação. E a incubadora de projetos internos que fica em Brasília. Nesses locais os times atuam como pequenas startups, testando, errando rápido e validando novas soluções digitais, com um público ainda restrito, em um sandbox.

O Google desenvolve processos de geração e de aceleração de inovação, que se dá também por meio de aquisições. “Nessas aquisições buscamos aliar alguns skils como talento, tecnologia, com área de pesquisa e engenharia, roadmap e expansão para novos mercados,” explica o Head of Campus São Paulo da Google Campus, Andre Barrence. Nessas transações, a empresa adquire expertise e experiência e, mantém a maior parte dos funcionários da empresa original.

O Google também traz empresas ‘residentes’ que ficam em seu espaço por seis meses, sendo possível renovar por mais seis. “O campus também trabalha muito com a inovação dos Googlers.” Barrence acredita que o Brasil tem potencial para se tornar exportador de soluções.

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