Foto por: Mareska Tiveron

Os novos modelos e o crescimento do beyond banking

Mareska Tiveron, associada à Colink e sócia no Viseu Advogados
A transformação digital vem acelerando e ditando mudanças significativas no sistema bancário, especialmente na última década, com maior impacto a partir da pandemia do Covid-19, durante a qual as empresas foram obrigadas a operar de forma remota no “overnight”. Também os usuários “do dia para a noite” se viram forçados a migrar para o atendimento digital.
Os serviços e produtos financeiros, portanto, vêm sendo cada vez mais utilizados por meio de canais digitais sofisticados, destinados a um consumidor mais exigente em termos de velocidade e eficiência, o que demanda tecnologias avançadas. Dessa forma, os produtos que originalmente eram oferecidos apenas pelas instituições financeiras passaram a ser desenvolvidos pelas fintechs e bigtechs, que atrelaram tecnologia ao mercado e ao desenvolvimento desses produtos.

Nesse mesmo contexto, o Banco Central do Brasil iniciou, em 2016, uma agenda que tem como objetivo revisar questões estruturais do Sistema Financeiro Nacional (SFN), gerando benefícios sustentáveis para a sociedade brasileira. A Agenda BC# vem intensificando ainda mais a concorrência no sistema pelas iniciativas e inovações que trouxe ao mercado, como o Pix e o open finance, pressionando, assim, as instituições financeiras a diversificarem seus produtos para atrair e fidelizar os clientes. 

Surge, então, o beyond banking, novo modelo de negócio por meio do qual os bancos passam a criar um ecossistema em parceria com empresas de tecnologia não bancárias por meio de APIs – como fintechs, varejo, saúde, entretenimento –, reduzindo significativamente o processo de desenvolvimento e acelerando o lançamento de novas soluções para o mercado. Com ele, os bancos oferecem melhor experiência de compra aos consumidores pelo fornecimento de várias soluções em um só lugar, ampliam a captura e a fidelização de novos clientes, diversificam e aumentam sua receita, além de ingressar em novos negócios sem despender tantos recursos em desenvolvimento nem em investimento interno em expertise.

Esse artigo faz parte da revista digital e-CANTA Banking Anywhere. Baixe aqui o material completo.

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