Por Edilma Rodrigues
O estudo Régua da Transformação Digital no Setor Financeiro, produzido pela E-Consulting, aponta as cinco instituições financeiras mais evoluídas digitalmente, entre as 100 estudadas: Bradesco, Caixa, Itaú-Unibanco, Banco do Brasil e Santander. E sinaliza que, apesar do avanço das fintechs, os bancos ainda seguem na vanguarda quando o assunto é propagar a cultura digital no modelo de negócio para os correntistas.

O Bradesco foi a instituição com mais evidências e elementos ligados à transformação digital. Segundo a E-Consulting, por conta de suas incursões no mundo virtual, em especial, com o banco digital Next. E o projeto Habitat, espaço de coinovação, criado para apoiar projetos de inovação bancária com todo seu ecossistema de negócios e mais de 100 startups.
O estudo concluiu também que o atributo digital ainda é mais associado à marca Itaú, enquanto o Santander é a organização que tem evoluído mais rapidamente na implantação de serviços e diferenciais digitais a seus clientes.
Segundo o CEO da E-Consulting e responsável pelo estudo, Daniel Domeneghetti, as cinco maiores instituições bancárias do Brasil sobrevivem a todas as transformações por conta do tamanho de suas operações e da agressividade em antecipar movimentos. Principalmente agora com a corrida para atender aos novos consumidores e à digitalização interna necessária para manter a curva ascendente da nova economia, que envolve tendências como open banking, IoT, blockchain, CX, big data/analytics e novos canais digitais, incluindo o varejo e as agências, avalia.
O estudo
A consultoria analisou as 100 maiores instituições financeiras registradas no Banco Central para saber quais estão mais avançadas e consolidadas em trazerem conceitos e práticas de transformação digital em seus modelos de negócio.
Para chegar neste resultado, a consultoria se debruçou em instrumentos como cliente oculto, enquetes on-line, inteligência competitiva, análise de mídias sociais, premiações, posições em rankings do setor. Além de entrevistas com executivos dos bancos, clientes e parceiros tecnológicos.
As notas foram construídas com base em diversos critérios que materializam o processo de competitividade a partir da transformação digital.
De acordo com Domeneghetti, a análise foi feita internamente e avaliou como são usados os sistemas de gestão, como são destinados os investimentos em TI, metodologias avançadas, organização produtiva e plataformas. E externamente, a partir da avaliação de seus diferentes stakeholders, como clientes e consumidores.
Com informações da assessoria de imprensa