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Open banking: um caminho sem volta e repleto de possibilidades para o consumidor final

Por Maria Juliana do Prado Barbosa*

Se você já se acostumou a pagar uma conta em segundos por meio do smartphone, dificilmente vai admitir a ideia de enfrentar uma fila de agência bancária para fazer essa operação. A transformação digital, portanto, se solidifica a partir daí. O aprimoramento da tecnologia avança, o consumidor adere ao novo e os provedores de serviços têm de oferecer cada vez mais facilidades. Grandes investidores em tecnologia, os bancos percebem que a tendência dos aplicativos para smartphones são um caminho sem volta, o que deflagrou mundialmente o open banking.

Trata-se de um modelo de negócios no qual os bancos abrem as plataformas digitais próprias para que aplicações de terceiros – fintechs – ofereçam serviços aos correntistas, integrados à instituição financeira. Bancos e fintechs usam uma Interface de Programação de Aplicações (API- Application Programming Interface) para viabilizar os serviços.

O movimento open banking transformou instituições financeiras tradicionais e as fintechs em parceiras. O que parecia ser o começo de uma guerra, pode ter se tornado a busca por parceiros de tecnologia para tornar os serviços viáveis ao cliente final. Parece ser uma das decisões indispensáveis neste momento. Esse é o caminho mais rápido para os bancos inovarem, sem ter de investir tantos recursos e muito capital humano no desenvolvimento de soluções próprias.

Por enquanto, estamos seduzidos com aplicações dos nossos bancos no smartphone. Mas, o open banking vai nos transportar, por exemplo, ao acesso a nossas contas sem nos preocuparmos se estamos no aplicativo do banco em que temos conta. Em um curto espaço de tempo, poderemos usar um aplicativo único para vários bancos. Ou, então, reunir em um só aplicativo no smartphone todas as operações de débito ou crédito on-line. Na prática, isso é operar em open banking.

Bancos e fintechs se complementarão no desenvolvimento de novas aplicações que vão gerar mais receita para eles e mais valor para os clientes. Essa é uma discussão que está começando. Enquanto o consumidor se acostuma a novas formas de usar serviços financeiros, as instituições se adaptam rapidamente à abertura de suas plataformas. Não há dúvida que a disrupção se instalou definitivamente. Os grandes bancos têm à sua frente uma nova realidade.

* Maria Juliana do Prado Barbosa é diretora de portfólio da Informa Exhibitions e responsável pela feira Cards Future Payment

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