Levantamento em parceria com banco central e cvm mapeia inclusão e combate a golpes para aprimorar políticas públicas
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) está conduzindo uma nova pesquisa nacional para avaliar o nível de letramento, a inclusão e o bem-estar financeiro da população brasileira. Iniciado em 29 de junho e com término previsto para 7 de agosto, o levantamento busca compreender como os cidadãos administram o próprio dinheiro no cotidiano, como organizam o orçamento familiar e de que maneira tomam decisões ao contratar produtos e serviços no mercado.
Supervisionada tecnicamente pelo Banco Central do Brasil (BC) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o apoio da B3, a iniciativa dá continuidade às edições promovidas anteriormente em 2015, 2020 e 2023. O conceito de letramento financeiro abordado no estudo envolve o desenvolvimento de consciência, conhecimentos, habilidades e atitudes indispensáveis para escolhas conscientes. A coleta de dados estruturada permite identificar gargalos na sociedade e definir públicos prioritários para futuras ações educacionais.
Temas abordados e ferramenta internacional
A avaliação utiliza o Toolkit OCDE/INFE, uma metodologia padronizada criada pela Rede Internacional de Educação Financeira da OCDE em colaboração com seus países-membros. O questionário é amplo e vai além das finanças pessoais básicas, investigando temas como letramento financeiro digital, resiliência diante de crises, incidência de golpes e fraudes, além da adesão a finanças sustentáveis.
Por se tratar de uma ferramenta aplicada em diversas nações que aderem voluntariamente ao projeto, os resultados permitem comparar os indicadores do Brasil com parâmetros internacionais, ajudando a mensurar o avanço da inclusão financeira no país ao longo dos anos.
Metodologia da pesquisa
A coleta de dados aborda uma amostra de 2.000 pessoas com idades entre 18 e 79 anos, distribuídas por estados e cidades de todas as regiões brasileiras. A aplicação do questionário é realizada presencialmente por entrevistadores da empresa de pesquisa CP2. A participação dos cidadãos é totalmente voluntária, sem qualquer tipo de remuneração, distribuição de brindes ou incentivos financeiros.