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O impacto da inteligência artificial na economia mundial e nas empresas

Uma pequena dose de inteligência embarcada eleva a eficiência de qualquer objeto ou sistema. À medida que que incorporarmos a IA ao nosso dia a dia, ela será tão comum quanto um ERP nas empresas. Um estudo da McKinsey “Notes from the AI Frontier: modeling the impact of AI on the world economy” nos dá uma clara visão do impacto da IA na economia mundial e, claro, nas empresas. Ela não pode e nem deve ser subestimada.

No entanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido. A inteligência artificial está hoje como a Internet estava há 20 anos atrás, quando o Google estava sendo lançado, a Amazon era uma pequena livraria online e o smartphone sequer existia! Para uma empresa pensar em fazer alguma coisa com a Inteligência Artificial ela deve primeiro ter compreensão do que é IA.

O escritor britânico de ficção científica, Arthur C. Clarke, disse certa vez: “Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic”. Para muitos executivos, a IA ainda é mágica. Já vi coisas do tipo “ah, a IA vai resolver isso para nós! ”, como se IA fosse aquela varinha de condão na mão do mágico, que “puft, resolve o problema”.

Mas além da compreensão, a empresa precisa ter competência ou talentos. É absolutamente necessário ter pessoal que saiba identificar que problemas poderão ser resolvidos com IA, que tipos de dados (e se existem, onde estão e como poderão ser usados) serão necessários e que conjunto de algoritmos serão adotados. Usaremos algoritmos preditivos supervisionados? Ou não supervisionados? Ou será o caso de uso de algoritmos de reinforcement learning?

Com certeza será necessário escrever algum código e provavelmente o idioma Python será usado. Tem gente capaz de escrever código Python? Além disso, de nada adianta ter um grupo de “Machine Learning Engineers” se não houver interlocutores nas áreas de negócio que entendam os desafios do negócio. Os profissionais de IA podem gerar coisas surpreendentes, mas como serão aplicadas ao negócio? Se não houver uma forte interligação e engajamento mútuo dos executivos e responsáveis pelos negócios e o pessoal de IA, será apenas um exercício de frustração.

Mas uma questão ainda é pouco abordada nas iniciativas de IA: o treinamento adequado dos algoritmos e a eliminação de vieses que podem distorcer resultados e gerar não apenas frustração, mas um problema de imagem e descrédito para a empresa. A grande maioria dos projetos da IA ​​já se baseia nos algoritmos de Deep Learning.

Esses algoritmos podem impactar a vida das pessoas e, se aprenderem errado, podem perpetuar injustiças na contratação, na análise de crédito ou aprovação de um seguro saúde. Isso pode acontecer se a base e o processo de treinamento forem enviesados, distorcendo o processo de aprendizado do algoritmo.

Iniciativas de IA não têm garantia de resultado. O que significa cultura de inovação? Imaginemos uma aplicação de IA que permita criar um novo serviço que afete a “cash cow” atual do negócio. Sem um engajamento e suporte da C-suite, o resultado de curto prazo (manter a receita com o serviço ou produto atual) não dará vez ao novo serviço.

Um problema muito comum nas empresas não é ignorar o novo, mas manter o modelo atual por tempo demais. Para que a IA otimize de forma significativa as atuais operações será necessário o redesenho organizacional, mudanças de perfis nos profissionais e até mesmo demissões. Quem “banca” esta mudança? O grupo de engenheiros de Machine Learning?

A conclusão é simples, mas dramática. Os avanços na IA e na robótica estão impulsionando uma nova era de automatização inteligente, que será um importante motor de desempenho empresarial nos próximos anos. Afeta empresas, empregos, sociedade e a economia. Obriga a revisão da atual formação educacional, e demanda fortes ações por parte de governos e das empresas.

É essencial que as corporações de todos os setores de negócio compreendam seu impacto potencial ou ficarão para trás. IA não é coisa de nerd ou de cientistas, mas deve estar nas reuniões do CEO e do board das organizações. Se isso ainda não está acontecendo na sua empresa, creio que já existe um bom motivo para se preocupar!

Fonte: CIO – Cezar Taurion

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