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O futuro dos pagamentos em prol de uma nação mais digitalizada

Por Juan D\’Antiochia*

Os brasileiros são um dos povos mais receptivos à adoção de novas tecnologias. Segundo uma pesquisa da agência Mullen Lowe¹, os consumidores brasileiros passam a maior parte de seu tempo na internet, principalmente nas redes sociais. Um estudo recente da Worldpay também revelou que os brasileiros são os mais propensos a comprar um produto usando a realidade virtual ou realidade aumentada (73% dos participantes) – muito à frente de outros países como Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos.

Porém, ser uma nação conectada e digital não significa somente ter a capacidade de adotar tecnologias complexas, mas também usar isso a favor de desafios e de descobrir novas e brilhantes oportunidades de negócios – desde soluções em prol da saúde que demandam automação e robótica, contribuindo com a expectativa de vida da população, até análises e coletas de dados públicos aprimorados, otimizando o transporte e segurança em grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo.

Os meios de pagamento e a inclusão financeira também são fatores-chave na formação de um país mais digitalizado e conectado; e as empresas que já exploram o futuro dos pagamentos estarão ainda mais preparadas para conquistar novas oportunidades de mercado nos próximos anos. E não são só os brasileiros que se beneficiam disso. No outro lado do mundo, o governo de Singapura lançou o programa Smart Nation para incentivar projetos que impulsionam a digitalização no país e, com isso, o futuro dos pagamentos terá um ambiente ainda mais favorável para se desenvolver.

O cashless, termo em inglês usado para transações comerciais eletrônicas sem cédulas de dinheiro, é popular em Singapura; ao mesmo tempo em que as e-wallets, cartões por aproximação e pagamentos móveis se tornam populares entre os consumidores e mais aceitos entre os lojistas. O mesmo movimento está acontecendo no Brasil, onde os consumidores passam a experimentar agilidade e facilidade de uma experiência de compra cashless, e demandam dos comerciantes e da indústria novas formas de pagamento sem as cédulas de dinheiro.

É claro que há um meio de compra em que todas as transações já são feitas sem as cédulas, que é o comércio on-line. O futuro dos pagamentos e do varejo no Brasil, assim como em todo o mundo, será feito praticamente todo de frente para uma tela. De acordo com dados da Fecomercio SP², o e-commerce no Brasil deve crescer, aproximadamente, entre 10% e 15% neste ano – depois de ter crescido 11% em 2016, segundo dados da Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico). Como resultado disso, diversos varejistas estão atualizando seus ecossistemas de pagamento para se prepararem para o futuro das compras multicanais e on-line.

Esses sistemas de pagamento terão um papel importante para cumprir, já que o e-commerce só continuará tendo êxito se assegurar uma experiência de compra simples, fluida e segura. As empresas que estruturarem suas plataformas on-line e multicanais, com os processos de pagamento adequados, podem contribuir com o desenvolvimento do e-commerce no país e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade do seu negócio. Os benefícios no oferecimento de processos de pagamento on-line eficientes são diversos – desde evitar o abandono de carrinhos e clientes, aumentar as vendas e a fidelidade com uma nova geração de clientes que passam a demandar experiência de compra descomplicada em todas as etapas do processo, conquistando a oportunidade de novos consumidores em outras regiões, como na América Latina e até no mundo.

Como as empresas de adquirência e fintechs já foram regulamentadas no Brasil, o governo agora trabalha em conjunto com as instituições para ajudá-las a assumirem uma posição de liderança nos negócios e nas tecnologias de pagamento. Além disso, cada vez mais empresas estão investindo no país, oferecendo vastas oportunidades para o comércio eletrônico, uma indústria com crescimento exponencial e uma das maiores do mundo, que demanda meios de pagamentos mais eficientes. Com isso em mente e acreditando na recuperação da economia que dá sinais positivos, o Brasil tem uma ótima oportunidade para aproveitar este momento e se tornar um país mais digitalizado, com os meios de pagamento assumindo uma posição essencial nessa trajetória.

Fontes:

¹ Pesquisa We are Social feita pela Mullen Lowe Brasil em 2016
² Pesquisa realizada pela Fecomercio SP em 2017
³ Estudo feito pela Abcomm – Associação Brasileiro de Comércio Eletrônico

* Juan D\’Antiochia é gerente geral da Worldpay para a América Latina

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