Medida visa adequação às normas do BC para manter uso da marca; CEO David Vélez admite possibilidade de comprar banco
O Nubank anunciou oficialmente que pretende obter uma licença bancária no Brasil em 2026, em um movimento estratégico para se adequar às novas regras do Banco Central (BC) e do Conselho Monetário Nacional (CMN). A decisão foi motivada pela Resolução Conjunta nº 17, que proíbe instituições de pagamento e outras entidades financeiras sem a devida licença de utilizarem termos como “banco” ou “bank” em seus nomes e marcas.
A mudança regulatória colocou a fintech diante de uma escolha: alterar sua identidade ou formalizar sua transformação em banco. O caminho escolhido preserva a força da marca.
“Nossa identidade e missão de simplificar a vida dos nossos clientes permanecem iguais”, afirmou Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil, tranquilizando os usuários sobre a continuidade dos serviços.
Compra de banco no radar
Para alcançar esse objetivo, a instituição avalia dois caminhos: solicitar a licença do zero junto ao regulador ou adquirir uma instituição financeira já estabelecida. O fundador e CEO global, David Vélez, confirmou que a aquisição é uma opção real na mesa.
“A gente tem uma história que é respeitar 100% todas as regulações, então anunciamos que vamos procurar uma licença bancária. Essa procura pode ser via aquisição ou pedindo uma licença do zero”, disse Vélez.
O que muda para o cliente?
Segundo o Nubank, a transição para a licença bancária não trará impactos operacionais imediatos para os mais de 90 milhões de clientes no Brasil. A fintech já opera sob diversas autorizações, como Instituição de Pagamento e Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento.
No entanto, analistas apontam que a licença bancária completa pode destravar novas avenidas de crescimento, permitindo a oferta de produtos mais robustos e complexos, além de garantir maior eficiência na estrutura de capital a longo prazo.