Nova vida para o varejo no open banking

Nova vida para o varejo no open banking

Por Davi Holanda*

Criado pelo Banco Central, o open banking tem como objetivo o compartilhamento de informações bancárias entre diferentes instituições financeiras. Nesse modelo, que deve ser completamente implementado no país até outubro de 2021, o cliente é dono de todas as suas informações bancárias e de seu histórico, o que deve facilitar negociações futuras, inclusive pela diminuição de burocracia.

Obviamente, esse modelo trará mudanças não apenas para pessoas físicas, mas para todo tipo de negociação no país, e o varejo não é exceção. Com total acesso ao perfil e ao comportamento financeiro de cada cliente, as empresas terão a oportunidade de oferecer soluções e produtos de maneira muito mais objetiva. E isso gera, sim, maior concorrência entre elas, levando-as a repensar suas estratégias de marketing e a maneira como abordam os consumidores. 

Vale destacar que esse acesso será obtido por meio de parcerias com instituições autorizadas pelo Banco Central e, evidentemente, os dados só estarão disponíveis com a devida autorização do cliente em questão. 

No fundo, talvez o setor de varejo seja o mais afetado por esse novo sistema, mas não de uma maneira negativa. As mudanças na forma como se faz comércio não significam o seu fim, mas um novo caminho, uma alternativa de melhoria, que tornará as operações mais ágeis e transparentes. Deve-se observar que esse modelo também aproxima as empresas de seus potenciais consumidores, evitando desde falhas de entrega até fraudes. 

A chegada do open banking não significa que o velho sistema bancário vá morrer, mas, com certeza, ele deverá se adaptar, bem como outros setores e os próprios cidadãos. No entanto, é inegável que, para os lojistas, passadas as eventuais dificuldades de adaptação, a tendência é que o novo modelo facilite as negociações trazendo agilidade, transparência e segurança; conceitos mais do que necessários neste momento em que ainda estamos saindo de uma crise. 

*Davi Holanda é CEO da Acesso Soluções de Pagamentos, empresa brasileira de tecnologia bancária e serviços financeiros, emissão, processamento e gestão de cartões e contas digitais

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