Nova era derruba muros entre as ciências e demanda repensar o modelo de negócios

O segundo dia do CIAB Febraban 2017 se iniciou com a palestra “Empresas do Século XX, Pessoas do Século XXI”, ministrada pelo professor nos cursos de Pós-Graduação, MBA e do CIC (Centro de Inovação e Criatividade) na ESPM, INEPAD-USP e da FIA-LABFIN/PROVAR, Gil Giardelli, que trouxe para os conferencistas a visão de um novo mundo, no qual já estamos vivendo. Também falou sobre as próximas evoluções tecnológicas, que derrubam os muros entre as ciências e fundem os domínios biológico, físico e digital com a nanotecnologia, biotecnologia, neurotecnologia.

Afirma que estamos no mundo VUCA – volátil, incerto, complexo e ambíguo, com uma nova humanidade, pós-consumo, pós-capitalismo, de sociedade em rede e de quebra ambiental, espiritual e social. No entanto, essa nova sociedade, com bilhões de objetos conectados e internet industrial, coloca em jogo quase todas as instituições. Se o mundo está mudando, “os modelos de negócios terão que mudar”, alerta. “A mudança será tão radical que quase tudo terá que ser repensado.” E será preciso fazer a gestão dessa mudança e da inovação porque 99% das empresas estão fazendo mudanças emergências. “Os bancos são importantíssimos, mas está na hora de fazer algo disruptivo,” menciona. Isso porque o Google e a Apple terão seus bancos e a Amazon prestará serviços financeiros. “Vivemos um mundo do ‘ai meu deus, isso é para ontem’, onde a análise swot não fecha mais.”

Sobre inovação, o professor afirma que estamos na era do gênio inventor, da disrupção criativa. Segundo ele, anteriormente, o conceito de curva de inovação era de 100 anos, depois passou para 50. “Agora, é barbatana de tubarão,” ilustrando a curva rápida de subida e descida de um gráfico. “A inovação reduziu o preço da iluminação em quase mil vezes.” E faz um alerta: “o brasileiro é criativo, mas pouco inovador. Se alguém tiver uma ideia e não a colocar em prática, em um ano outra pessoa já o fez.” Além disso, de acordo com o professor, “sempre que entra tecnologia em um processo, o preço cai em 50%” e aconselha “montem uma plataforma de relacionamento. O novo negócio é conectar pessoas”.

A nova era dos algoritmos, dos talentos, da transparência radical já está em processo fora do Brasil, com conselheiros com Inteligência artificial, Inteligência sintética, machine learning, deep learning, natural language. Outro método, frente ao tsunami de dados é o mathematical thinking, que deve se sobrepor ao design thinking. Mas esse mundo diferente, muito tecnológico, prioriza o humano e o lazer, no qual mente e corpo sãos promovem habilidades para ser um bom líder e solucionar problemas complexos. A valorização da empatia e da flexibilidade cognitiva. “Nenhum de nos é inteligente como todos nós juntos” sentencia e completa “menos internet e mais cabernet”.

Na liderança do século XXI, a hierarquia não importa, mas, sim, como as pessoas trabalham como equipe. Neste contexto, também surge o “choque de mundos” e a oposição cognitivo x manual. Enquanto as pessoas estão em guerra para manter seus empregos, o novo mundo vive uma inovação radical, que usa a inteligência artificial como a nova experiência dos usuários. Cargos com salários mais baixo estão sendo cortados, sendo necessário aprender coisas complexas, unindo áreas de estudo. “Não estamos preparados para educar as pessoas.”

Giardelli conclui que a tecnologia caminha para o individual informatics, que é perceber para onde os clientes estão indo, observar iniciativas como a do banco Solar Coin, que vende a energia solar sobressalente de pessoas, que poderão comprar no Alibaba com a criptomoeda. Isso tudo vai exigir governança deste novo mundo. “A pergunta não respondida desta 4ª revolução industrial é quando tempo vai demorar e como se gere essa nova economia,” avalia o professor.

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