"Nível de sofisticação financeira cresce muito em todo o mundo", avalia Littlejohn, que implementou o open banking no Reino Unido

Nível de sofisticação financeira cresce em todo o mundo

Por Edilma Rodrigues

Na tarde desta quinta-feira (15), Gavin Littlejohn, presidente da Associação Britânica de Dados Financeiros (FTDATA) e um dos maiores especialistas do mundo em open banking, avalia que o nível de sofisticação financeira no mundo vem aumentando mês a mês, ano a ano. “Isto sem mencionar o que você pode carregar no celular, o imenso fluxo de dados que temos disponíveis, disse Littlejohn no painel que abriu o evento The Future of Money , promovido pela Exame.

Para ele, a velocidade com que o sistema financeiro tem se sofisticado recentemente trouxe uma série de opções aos consumidores e oportunidades de investimentos. Littlejohn, que implementou o open banking no Reino Unido e é um dos pioneiros em fintechs, acredita que o Brasil está indo bem na implementação de um open banking, mas a experiência mostra que processo não pode ser acelerado e cliente tem que estar no centro.

Na medida que os investimentos se tornam mais sofisticados, com uso de algoritmos complexos, sua capacidade como analista financeiro se torna também complexa. Isto dificulta que você encontre o melhor produto, a melhor alternativa, disse o especialista ao se referir às novas fintechs e startups financeiras surgidas nos últimos anos. 

Ele também comentou sobre a Lei de Proteção Geral de Dados (LGPD) no Brasil. Segundo Littlejohn, será um avanço para a proteção de dados do usuário que utilizar o Open Banking. O uso de dados do cliente é uma discussão importante, afirmou. 

De acordo com comunicado da Exame, o open banking em tradução literal significa banco aberto ou sistema bancário aberto. “Na prática consiste em uma base de tecnologia disponível para que um ecossistema de produtos e serviços financeiro seja criado ao redor das instituições,” explica a nota. 

O modelo que permite ao cliente ter acesso e usar o histórico financeiro a seu favor para negociar melhores serviços e condições de crédito com qualquer instituição financeira.

Algumas opiniões de Gavin Littlejohn 

Open Banking no Brasil 

Estou trabalhando lado a lado com o Banco Central do Brasil há alguns anos. Há um aprendizado bastante acentuado. Acho que a coisa está progredindo muito bem. E o entendimento de sequenciamento de dados bastante abrangente, uma abordagem correta. A única coisa que me preocupa um pouco é o ritmo. Acho que está indo rápido demais. Digo isso com base no que tivemos no Reino Unido. A velocidade que fizemos nos seis meses primeiros fez com que tivéssemos que rever. Importante certificar-se de que o cliente esteja no centro e não as fintechs. Mas no geral o Brasil está indo bem. 

Pix

A agregação de contas dá visibilidade aos dados, torna a jornada (do usuário) mais elegante e mais fácil, remove muita dor de cabeça do cliente. Quanto melhor o Open Banking, melhor são os pagamentos. 

Desafios Brasil 

Existem altos custos de empréstimos. É preciso ver como essas coisas funcionarão (Open Banking), a competitividade deve melhorar. Se a qualidade for acertada, a velocidade fomentará mais concorrência com os grandes bancos. Se for orquestrado com mão forte por parte dos reguladores brasileiros, trará resultados melhores ao Brasil. 

A palestra, com tradução simultânea, está disponível no Youtube

Com informações da assessoria de imprensa

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