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Nestlé vai usar inteligência artificial produzir alimentos terapêuticos

Com o objetivo de descobrir peptídeos bioativos – ingredientes ativos naturais capazes melhorar a saúde humana e animal – a Nestlé fechou uma parceria com a irlandesa Nuritas, especializada em biotecnologia, provedora de inteligência artificial, deep learning e genômica.  Juntas, as empresas pretendem avançar na produção de alimentos terapêuticos.  

Pela parceria, a Nestlé fornecerá sua expertise na área de alimentos e nutrição para validar as descobertas da biotecnologia. E a Nuritas vai utilizar seu know-how para analisar alimentos e encontrar peptídeos que possam proporcionar benefícios à saúde.

O trabalho de pesquisa da Nuritas é composto por três fases. A primeira define com precisão a condição de saúde a ser estudada para melhorar as chances de encontrar um peptídeo eficaz. Na segunda, utiliza inteligência artificial para prever os peptídeos bioativos derivados de alimentos que possam aumentar a saúde ou tratar uma doença específica. Na fase 3, com o peptídeo encontrado, ela desenha a  fonte para que o alimento possa ser usado terapeuticamente.

Na avaliação da Nuritas, a velocidade e precisão das tecnologias envolvidas vão permitir pesquisas bem direcionadas, que poderão ajudar a enfrentar uma ampla gama de condições da saúde humana e animal, com boa relação custo-eficácia, compostos provenientes de fontes naturais e o desenvolvimento de produtos sustentáveis

No projeto, a Nuritas pretende aplicar sua plataforma a uma variedade de áreas terapêuticas, incluindo diabetes, antienvelhecimento, dermatologia, saúde animal e vegetal. Nora Khaldi, fundadora e diretora científica da empresa, destacou a ambição da parceria: Ao termos um grande nome como a Nestlé ao nosso lado, temos o apoio que precisamos, em termos de dinheiro e experiência, para chegar ao consumidor final. Nossa missão é impactar positivamente bilhões de vidas em todo o mundo.

O uso de peptídeos para melhorar a saúde e o tratamento de doenças é apoiado por pesquisas em curso na indústria de biotecnologia, onde muitas empresas estão trabalhando em terapias baseadas em peptídeos para várias áreas. É o caso dos oncopeptídeos e peptoMyc para tratar cânceres, visando as enzimas peptidase e o oncogene Myc, respectivamente.

A Ergomed já ultrapassou e passou a Fase II com um dos elementos pesquisados para reduzir o sangramento durante cirurgias, enquanto a Cytovation está concluindo o desenvolvimento pré-clínico do seu peptídeo para as verrugas causadas pela infecção por HPV.

O uso de AI melhora a velocidade e precisão da identificação de peptídeos, evitando tentativas que geram desperdício de tempo e dinheiro na jornada já longa e dispendiosa no mercado de empresas biotecnológicas e farmacêuticas.

*Com informações do site Labiotech.eu

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