A manutenção de perto de 60 milhões de negativados no país – população igual à da Itália – colabora para o vigor dos marketplaces de renegociação de dívidas e recuperação de crédito que permitem aos devedores localizar, negociar e contratar acordo para suas dívidas sem intervenção humana.
A QueroQuitar recebeu em dezembro R$ 1 milhão do fundo BR Startups, composto por Microsoft, Monsanto, Qualcomm, BB Seguridade, Agerio, Algar e Banco Votorantim. Hoje tem clientes como Santander, Tribanco, Telefônica e Porto Seguro Financeira e soma 3 milhões de CPFs das carteiras de créditos registradas na plataforma, contabiliza o CEO Marc Lahoud.
Com apoio da Caixa e da aceleradora Artemisia, a fintech criou plataforma de organização financeira com vídeos para educação financeira e estímulo à obtenção de renda extra, por exemplo. Mesmo caminho seguido pela pioneira Blu365, ex-Kitado.
Com 20 instituições entre bancos como Itaú, Santander e Pan, financeiras, operadoras de cartão de crédito e varejistas, a exemplo da Via Varejo e do Magazine Luiza, a Blu365 já soma mais de 10 milhões de devedores entre pessoas físicas e jurídicas, 850 mil operações e mais de R$ 920 milhões negociados.
A mudança de nome atendeu tanto o objetivo de diferenciação de concorrentes com marcas similares quanto produtos como o portal de renda extra e educação financeira. No ano passado, entrou no ar o chatbot no Facebook. Em julho será a vez do produto com integração mais simples, para pequenas e médias empresas, antecipa o sócio e fundador Paulo de Tarso.
O CEO da Acordo Certo, Dilson Moura de Sá, também comemora seus resultados. No ano passado, o faturamento cresceu 31 vezes, com mais de 100 mil acordos, 1 milhão de devedores cadastrados e oito credores como Santander, Net e Claro, com R$ 31 bilhões de dívidas e 21 milhões de CPFs disponíveis para negociação.
*Por Martha Funke