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Na Unicred, o olho do cooperado impulsiona o crescimento

Apesar do momento econômico difícil, especialmente para o carro chefe da Unicred, o crédito, a cooperativa cresce em média 20% ao ano em ativos totais, que chegaram a R$ 9,9 bilhões em maio de 2017. Um dos fatores para este resultado, segundo o diretor executivo da organização, Fernando Fagundes, é que no cooperativismo de crédito, o cooperado é o dono e participa da decisão, o que faz com que procure investir na cooperativa. Além disso, “temos a sobra, que é o lucro. No final do ano após uma assembleia, a sobra é destinada aos cooperados pela quantidade de uso. Quanto mais eles utilizam empréstimo, compensação de cheques e investem, ao final do exercício, há o retorno,” assinala o executivo.

Essa participação influencia também na taxa média da inadimplência, que foi 2,57% para o índice over 90. Vale lembrar que a média da inadimplência dos bancos em operações com recursos livres (exclui crédito imobiliário e rural e do BNDES) foi de 5,6% em junho, segundo o BACEN. Mesmo com esse percentual, que registrou recuo de 1,2 nesse mês, os devedores da Unicred são quase a metade do percentual do mercado. “O cooperado se sente parte. Gerar inadimplência prejudica os cooperados como um todo,” comenta Fagundes.

Outros fatores são as taxas de crédito menores. Sem dar o percentual exato, Fagundes informa que ficam abaixo de 2,5% para empréstimo: “5% menos que o mercado bancário.” A melhor remuneração dos investimentos é outro motivo. “Estamos falando de taxas de 95% a 99% do CDI, chegando, em alguns casos, devido à singularidade das cooperativas, a 102% do CDI se esta precisar de liquidez,” quantifica o entrevistado. Além da tarifa, que, de acordo com o diretor, em algumas instituições chega a ser quase extorsiva.

A instituição lançou o app Unicred Associe-se no mês passado, que permite se associar sem ir a uma cooperativa. “Temos o grande desafio de atender, não só aos cooperados atuais, mas também à geração millennials, que não quer ir às cooperativas,” explica. Mas a Unicred não deixou de lado os pontos físicos. Enquanto as instituições bancárias fecham agências, ela abre, em modelos menores que os atuais para prover ao cooperado educação financeira, investimentos etc. A ideia é que os canais digitais sejam usados para a parte operacional, como pagamento de contas.

A associação informa que o pico de utilização do mobile é das 4h às 6h da manhã por serem funcionários da saúde que estão chegando ou saindo de um plantão, entrando em uma cirurgia. Hoje, o sistema conta com 187 mil cooperados. Dessa base, 150 mil são pessoas físicas e 37 mil pessoas jurídicas. Das PFs, 50 mil são médicos. O restante é do segmento de saúde ou, em algumas cooperativas, de outros, como engenharia, arquitetura, advogados.”

“A tendência do cooperativismo é de crescimento. Não é um movimento passageiro,” avisa o entrevistado.

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