Apesar de ainda não estar trocando dados bancários abertamente com instituições de outros países, na prática, todas as transações feitas envolvendo bancos suíços desde o dia 1º de janeiro não estão mais protegidas pelo tradicional sigilo bancário que existia no país desde 1934. Os acordos assinados pela Suíça, com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2014 e com a União Europeia (EU) em 2015, estabelece que em 2017 o país deve iniciar os procedimentos necessários para entregar os dados deste ano referentes a seus clientes estrangeiros para efeito de fiscalização no próximo exercício.
Segundo reportagem publicada pela agência EFE, os bancos suíços administram R$ 21 trilhões, metade desse montante pertence a estrangeiros; o país se tornou destino de recursos oriundos de fraude fiscal. A reportagem informa que a Suíça é o líder indiscutível na gestão de fortunas privadas de estrangeiros, ao concentrar 25% da cota mundial deste negócio, segundo dados da Associação Suíça de Banqueiros (ASB). O mercado financeiro fornece 9,3% do PIB suíço e o setor bancário gera 167 mil postos de trabalho.
A partir de 2018, as Fazendas de outros países não precisarão mais fazer solicitações específicas para obter informações sobre contas e movimentações financeiras de seus cidadãos no país europeu. Todas as informações serão entregues anualmente de forma automática. Apesar disso, os suíços ainda se negam a fazer o mesmo com relação às operações que envolverem dados roubados.