nota5

Mulheres são mais penalizadas por má conduta no setor financeiro, diz estudo

As mulheres experimentam repercussões mais severas por conduta imprópria no trabalho, no setor de consultoria financeira, do que seus pares do sexo masculino, segundo pesquisa publicada no blog dos funcionários do Bank of England. Em comparação aos homens, elas são 20% mais propensas a perder o emprego – e 30% menos, de encontrar novas posições no mercado – depois de um incidente de má conduta, informaram Mark Egan, Gregor Matvos e Amit Seru em um post na última quarta-feira (15). A diferença é ainda maior em empresas com poucos gerentes femininos. As ofensas avaliadas incluem desavenças com clientes que resultam em liquidação, disciplina interna da empresa e infrações de regulamentação e criminais.

A indústria de consultoria financeira está disposta a dar uma segunda chance aos consultores do sexo masculino, enquanto consultores do sexo feminino são expulsos do mercado por erros semelhantes ou menos graves, avaliam os pesquisadores. “Os efeitos da lacuna de punição de gênero são caros, duradouros e podem contribuir para o teto de vidro enfrentado pelas mulheres no setor financeiro”.

Os acadêmicos acompanharam a carreira de 1,2 milhão de trabalhadores do setor de consultoria financeira dos Estados Unidos de 2005 a 2015 e descobriram que a disparidade persiste ao longo do tempo da atividade profissional.

Os homens são duas vezes mais propensos a reincidir e se envolver em conduta imprópria, que é 20% mais custosa para as empresas, disseram os pesquisadores, o que significa que o chamado abismo de punição não pode ser explicado pelo comportamento das mulheres ser mais custoso. Em vez disso, a composição da administração e dos executivos das empresas parece desempenhar um papel nisso.

Em empresas sem diversidade de gênero no nível executivo ou de propriedade, as conselheiras são 42% mais propensas a deixar seus empregos após má conduta do que seus colegas do sexo masculino. Empresas com representação mais igual aplicam medidas disciplinares mais equilibradas.

Homens de minoria étnica experimentam uma disparidade semelhante em seu tratamento, informaram os pesquisadores, e é novamente mais restrito em empresas com mais multiculturalismo em cargos executivos e gerenciais. Isso sugere que os desequilíbrios são causados pelo “favoritismo interno”, disseram os pesquisadores.

Fonte: Indepentent

Tradução e adaptação: Edilma Rodrigues

1 – Notas do tradutor: o endereço do site dos funcionários do Bank of England é https://bankunderground.co.uk/
2 – 
A pesquisa foi desenvolvida por  Mark L. EganGregor MatvosAmit Seru e divulgada originalmente no the National Bereau of Economic Research. Está disponível no link: http://www.nber.org/papers/w23242

Compartilhe

Notícias relacionadas

Blog
Mudança na natureza jurídica da ANPD fortalece aplicação da LGPD
Por Edilma Rodrigues A Medida Provisória (MPV) nº 1.124, de 13 de junho de 2022 assinada pelo...
Blog
Mercado Pago usa tecnologia de segurança da Mastercard para criptos
A carteira digital do Mercado Livre, o Mercado Pago, vai usar
Blog
Ant Group lança banco digital para micro, pequenas e médias empresas em Singapura
O ANEXT Bank, banco digital de atacado de Singapura e parte do Ant Group, anunciou...
Blog
Cetelem vai reduzir 6 mil toneladas de CO² com emissão de cartões reciclados
O Banco Cetelem Brasil emitiu cerca de 370 mil cartões de plástico reciclado, desde o...

Assine o CANTAnews

Não perca a oportunidade de saber todas as atualizações do mercado, diretamente no seu e-mail

plugins premium WordPress
Scroll to Top