Dados da receita federal revelam crescimento histórico da presença feminina no mercado de ativos digitais até o fim de 2025
A participação das mulheres no mercado brasileiro de criptomoedas alcançou o patamar de 30% no encerramento de 2025. Embora o índice represente um recuo em relação ao pico histórico de 41% registrado no início de 2024, os números consolidados demonstram que o público feminino mantém um interesse sólido e consistente pelos ativos digitais. Os dados foram divulgados oficialmente pela Receita Federal, tendo como base o cruzamento das declarações obrigatórias de operações com criptoativos realizadas por contribuintes pessoas físicas identificadas com o gênero feminino.
A evolução histórica da presença feminina
O levantamento da Receita Federal aponta uma transformação profunda no perfil dos investidores ao longo dos últimos anos. No início da série histórica, em agosto de 2019, as mulheres respondiam por apenas 11,34% do total de operações registradas. O comportamento da série temporal revela três momentos distintos: entre 2019 e 2021, o indicador permaneceu estável na faixa entre 10% e 12%.
A partir de 2022, iniciou-se um movimento de crescimento contínuo que se intensificou durante o ano de 2023, culminando no recorde de janeiro de 2024, quando as mulheres foram responsáveis por 40,95% das transações efetuadas por pessoas físicas. Após esse ápice, o mercado passou por uma fase de acomodação natural, fazendo com que o índice se estabilizasse entre 28% e 30% ao longo de todo o ano de 2025.
Transações mais frequentes com tíquetes menores
Um dado relevante revelado pelo fisco é o contraste entre o número de operações realizadas e o volume de dinheiro movimentado pelas investidoras. Enquanto a quantidade de transações femininas cresceu expressivamente na série histórica, a participação no valor financeiro total declarado permaneceu praticamente estagnada. Em dezembro de 2025, as mulheres responderam por 12,88% do montante total de recursos movimentados, mantendo-se alinhadas com a média histórica de todo o período, que gira em torno de 13,8%.
De acordo com a análise da Receita Federal, essa disparidade estatística indica uma tendência clara de comportamento no mercado de varejo de criptoativos. Embora mais mulheres tenham decidido ingressar no ecossistema e realizar transações frequentes, o valor médio investido ou negociado por cada uma delas individualmente costuma ser inferior ao tíquete médio registrado entre os investidores do sexo masculino.