Informações divulgadas ontem (14) pela coluna Segurança Digital, do portal G1,afirmam que criminosos conseguiram criar um vírus e realizar de forma fraudulenta a mineração da moeda digital Monero. A notícia teria sido passada pelo pesquisador de segurança Attila Marosi, da fabricante de antivírus Sophos. Segundo ele, os fraudadores teriam faturado aproximadamente 76 mil euros (cerca de R$ 280 mil).
Do mesmo modo que outras moedas criptográficas como Bitcoin e Dogecoin, a Monero permite que usuários colaborem com a rede e sejam, em certas circunstâncias, recompensados com moedas. O ataque sofrido pelo sistema foi baseado no desenvolvimento de um virus que copia a si mesmo para dispositivos que estão com pastas de FTP na internet que estejam sem senha ou com senha fraca. Quando o vírus é executado, ele passa a fazer uso do poder de processamento da máquina da vítima para minerar a moeda digital.
Segundo o G1, criminosos utilizaram diversas pragas para minerar a moeda Bitcoin usando computadores de vítimas, mas o retorno com essa atividade caiu muito com o crescimento da dificuldade para se minerar bitcoins. Porém, como a Monero é nova – ela foi criada em 2014, enquanto o Bitcoin existe desde 2009 -, ela não precisa de capacidade de processamento tão grande quanto o Bitcoin para que se consiga boas chances de receber moedas.
Por isso, apesar dos hackers não terem infectado tantos computadores, eles ainda conseguiram moedas Monero suficientes para faturar R$ 280 mil, sem precisar adquirir equipamento de processamento ou pagar energia elétrica.