Os participantes do painel “Evolução dos modelos de risco do sistema financeiro nacional” ocorrido na manhã de quinta-feira no Ciab concordaram que mesmo sem a obrigatoriedade, os bancos brasileiros já consideram como boa prática e até grande oportunidade de aumentar receitas a implantação do sistema de monitoramento de risco RDA, criado pelo Comitê de Basileia e que atualmente é obrigatório apenas para grandes bancos globais.
A discussão foi trazida pelo Industry Specialist da Oracle FS Global Business Unit, Eduardo Bevilaqua. Segundo ele, os 14 pontos do programa que são divididos em quatro macro grupos são capazes de apoiar significativamente as estratégias comerciais das instituições.
“Eles garantem, por exemplo, uma identificação mais fácil entre bons e maus pagadores e isto faz toda a diferença na composição dos preços principalmente num ambiente competitivo como o bancário. Se eu tenho muitos maus pagadores na minha carteira, terei que compensar isto com taxas e preços maiores e vice versa”, disse.
Segundo ele, a tendência nesta área é de trabalhar pela unificação das fontes de dados analíticos. “Hoje existem múltiplas origens para as informações. Isto dificulta o controle e diminui a credibilidade”, concluiu.