Com os desafios colocados pela demanda de aplicações móveis, e as arquiteturas de data center que suportariam esta e outras inovações, os desenvolvedores passam a ter que atualizar suas abordagens de testes, implementação, manutenção e obsolescência de software. “A ALM (gerenciamento do ciclo de vida das aplicações) deixa de ser uma disciplina e se torna o eixo da estratégia de serviços”, resume Manoel Vaz, superintendente de tecnologia do Santander.
Com a experiência de quem passou por várias transições de paradigma, como de mainframe para cliente/servidor nos anos 80, Vaz busca ao máximo se alinhar a padrões – ainda que alguns sejam incipientes -, para maximizar as vantagens e mitigar riscos. Por exemplo, todas as aplicações novas no data center do Santander rodam sobre Linux ou Windows, para evitar a proliferação de sistemas operacionais. No caso de nuvens externas, onde itens como sistema operacional são abstraídos, ele recomenda que a organização se atenha a padrões, que evitem armadilhas de incompatibilidade. “A ideia do IaaS (infraestrutura como serviço) é poder escolher o melhor provedor, com o custo mais adequado. É preciso ser capaz de mesclar nuvens públicas e privadas”, diz o executivo.