Mobilidade direciona expansão da infraestrutura para aplicações

Assim como ocorreu recentemente com a telefonia, as conexões móveis devem ser a principal demanda de serviços de dados. “Hoje, temos um telefone fixo em casa e vários celulares. O mesmo deve acontecer com banda larga; os clientes querem estar permanentemente conectados”, avalia José Formoso Martínez, presidente da Embratel, palestrante do painel Telecom no Brasil, no Ciab 2015. Ele observa que, além de suportar a migração de sistemas corporativos já existentes, a infraestrutura de data center e a estratégia de serviços de TI da provedora tem como premissa o crescimento das aplicações móveis. “Assim como no setor bancário, nosso negócio depende de confiança e qualidade; o cliente não pode se decepcionar com os serviços”, compara.

Formozo identifica também outras semelhanças entre os setores de telecomunicações e finanças. “São mercado muito regulados, em que os competidores buscam diferenciação. Temos que ter abrangência social, de atender todas as classes, e capilaridade para atingir todas as regiões”, menciona.

O presidente da Embratel destaca o volume de investimento das companhias de telecomunicações, que chega a 22% da receita líquida. Geraldo Afonso Dezena da Silva, vice-presidente de tecnologia do Banco do Brasil, destaca que a dependência dos bancos de telecomunicações aumenta ainda mais. “Todo nosso processamento é centralizado em Brasília. Quando alguém aperta um botão em Manaus ou em Tóquio, a transação roda em Brasília. São milhares de boas coincidências para se ter um resultado bom no final”, define.

Dezena reconhece que a indústria de telecomunicações tem buscado acelerar os investimentos, para dar conta das crescentes demandas, tanto de capilaridade quanto de performance. “A tecnologia avançou mais rápido do que as telecomunicações”, afirma. “O software de videoconferência já existia, mas não se usava por limitações de disponibilidade e retardo. Então, a indústria de tecnologia trabalhou em compressão. Mas os investimentos em telecom foram brutais”, exemplifca. “Tudo que discutimos aqui depende de acesso e banda”, resume o CIO do banco.

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