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Mais de 74% dos que caem em phishing bancário são homens

Por Edilma Rodrigues

Dados do Relatório de Segurança Digital no Brasil, produzido pelo dfndr lab, laboratório especializado em cibersegurança da PSafe, dão conta que 74,2% das pessoas que foram enganadas por phishings bancários, no segundo trimestre de 2018, são homens. O levantamento foi baseado na coleta de dados sobre detecções e bloqueios de ciberataques aos celulares Android dos mais de 21 milhões de usuários dos aplicativos de segurança dfndr.

69% do total dos 63,8 milhões de acesso a links maliciosos detectados em todas as categorias de phishing (via app de mensagens – 57,4%; publicidade suspeita – 19,2%; fake news – 7%; de e-mail – 3,9%; bancário – 3,8% etc.), no perído, foram feitos por homens. Segundo o diretor do dfndr lab, Emilio Simoni, ainda não é possível determinar o porquê de os homens caírem mais nesses ataques.

De todo modo, conforme o relatório, os ciberataques não param de crescer no Brasil. No primeiro semestre de 2018 foram deectados mais de 120 milhões deles, o que é 95,9% maior que o registrado no mesmo período de 2017. Na comparação entre os dois trimestres deste ano, houve crescimento de 12% do segundo ante o primeiro. Para se ter uma ideia do que isso representou, foram identificados oito links maliciosos por segundo, mais de 28 mil por hora, de abril a junho.

“Os números são alarmantes. Se compararmos os dados ao total da população brasileira, projeta-se que um em cada três brasileiros pode ter sido vítima de cibercriminosos no segundo trimestre”, calcula Simoni.

Neste segundo trimestre, o levantamento avalia que uma forte tendência se confirmou: criminosos utilizaram notificações de celular para iniciar

diversos golpes via links maliciosos para atingir muitas pessoas rapidamente. “Eles investem em diversas formas de convencimento para que o usuário conceda permissão para o envio de notificações e, dessa forma, constroem uma base de pessoas. Por meio dela, enviam golpes diretamente para o celular das vítimas, sem que seja necessário clicar em link algum, e as incentivam a compartilhar, acelerando sua disseminação,” explica a nota da assessoria de imprensa da PSafe.

Phishings bancários

Nos phishings bancários, explica Simoni, os cibercriminosos enviam para o usuário, por meio de SMS, um link malicioso com alegações de bloqueio de conta, pagamento não autorizado etc. para enganá-lo. “Ao clicar no link, o usuário é direcionado para uma página falsa que simula o site do banco ou que apresenta um visual similar ao do aplicativo oficial. Por fim, o cibercriminoso solicita os dados bancários do usuário para o acesso à conta e assim consegue, posteriormente, gerar prejuízos financeiros,” assinala.

Dicas para se proteger de phishings bancários

Para se proteger, o executivo dá duas dicas para quem usa apps para fazer transações financeiras: usar antivírus com tecnologia antiphishing e não abrir links recebidos via SMS, aplicativos de mensagens e de redes sociais sem verificar a procedência.

A análise do Relatório da Segurança Digital no Brasil, do dfndr lab, foi feita entre os dias 01 de abril e 30 de junho de 2018.

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