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Lucro líquido consolidado de sete fintechs cresce 153% em um ano

A única fintech do grupo sem capital aberto ainda, a Creditas, também é a única com prejuízos, embora tenha reduzido as perdas
O lucro líquido consolidado de sete fintechs – das quais seis têm ações em bolsas – atingiu R$ 3,71 bilhões no terceiro trimestre deste ano. O montante é 153% maior do que no mesmo período de 2022. A única do grupo sem capital aberto ainda, a Creditas, também é a única que segue no vermelho. Porém, os esforços para reduzir os prejuízos vêm surtindo efeitos. O PicPay, apesar de também não ser listado em bolsa, também divulga seus balanços – mas apenas duas vezes por ano, e não a cada trimestre. Por isso, não está nesta amostra.
O Inter reverteu o prejuízo, enquanto Stone e Nubank tiveram um desempenho muito forte em relação ao terceiro trimestre do ano anterior. No caso da Stone, o lucro foi multiplicado por 4x e no do “roxinho”, por 39. Assim, foi o maior resultado já registrado em um trimestre. Já PagBank, Pan e XP apresentaram ligeiras altas nos lucros – suficientes para levá-los também a patamares recordes.

Inadimplência x resultados

Os resultados do Nubank e da Stone vieram acima das expectativas dos analistas do mercado. O Nubank atingiu retorno sobre o patrimônio líquido acima de 20%, “em linha com os das empresas mais rentáveis do país”, disse o banco em nota. A fintech, que completou dez anos em maio último, continuou ampliando a base de clientes e a oferta de produtos, principalmente de crédito – acaba de entrar no consignado. Quanto à inadimplência, o diretor financeiro do Nubank, Guilherme Lago, disse recentemente que as taxas estão controladas, e não se preocupam: “Nosso negócio não é minimizar a inadimplência, mas maximizar resultados”.
A Stone, apesar de ter seu modelo de negócio ameaçado pelas novas regras para antecipação de recebíveis, conseguiu dar a volta por cima. O crescimento mais relevante foi na área de banking, que atingiu 1,9 milhão de clientes, aumento anual de 244,2%, e R$ 4,5 bilhões em depósitos, alta de 51,1% na comparação anual.
Recentemente, a fintech de pagamentos anunciou uma reestruturação do seu modelo de gestão e organograma. O objetivo do novo CEO, Pedro Zinner, é acelerar a integração com a Linx e se aproximar cada vez mais da meta de ser uma “big tech”. No último dia 15/11, a Stone realizou seu primeiro Investor Day em Nova York , quando anunciou a meta de dobrar a rentabilidade e atingir lucro de R$ 4,2 bilhões em quatro anos.

Restrições

No caso da fintech de crédito com garantia Creditas, a queda de 68% no prejuízo em um ano tem relação direta com a maior seletividade na hora das concessões. A XP colheu frutos das suas investidas em novas linhas de negócio, como cartões de crédito. Segundo a XP, as áreas de grandes empresas e de mercado de capitais também merecem destaque: as receitas atingiram R$ 519 milhões, um aumento de 19% em relação ao terceiro trimestre de 2022 – e de 83% frente ao segundo trimestre.

Novas receitas

“Tivemos um terceiro trimestre forte, com crescimento da receita e da lucratividade em diferentes métricas. Mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, encerramos o trimestre atingindo recordes históricos na maioria dos nossos indicadores de investimentos, protegendo e expandindo nosso core business, com foco no cliente para garantir qualidade e excelência no que entregamos”, disse Thiago Maffra, CEO da XP Inc.

Já o PagBank afirmou em nota que o resultado foi fruto de uma melhor dinâmica na operação de adquirência, com crescimento do volume capturado pelas maquininhas. “Também houve contribuições da queda dos juros, que reduziu a despesa financeira, e da queda das provisões contra a inadimplência da carteira de crédito da operação bancária”.
Mas a maior parte veio da redução de despesas. Segundo disse o diretor de Relações com Investidores, ESG, Inteligência de Mercado e Pesquisa Macroeconômica do PagBank, Eric Oliveira, a redução foi da ordem de R$ 100 milhões em um ano – a primeira em base anual desde 2021.

De convencional a digital

O Banco Pan, que nasceu convencional – e praticamente focado em financiamento de veículos e consignado -, vem conseguindo fazer a transição para banco digital desde que o BTG comprou a participação da Caixa, em 2021, e virou controlador.

“O Banco Pan passou por uma mudança significativa de estratégia, combinando suas comprovadas habilidades de originação de crédito e seu mercado sofisticado em uma plataforma, e transformando-se em um banco totalmente digital”, diz relatório recente do Bank of America, que passou a acompanhar as ações do Pan.

No começo de setembro, o Pan e o BTG firmaram um acordo para a compra e venda de direitos creditórios entre as duas instituições. Pelo período de 24 meses as companhias poderão realizar operações envolvendo direitos de crédito, sendo que a exposição total do BTG será de até R$ 20 bilhões.

(Fonte: Fintechs Brasil

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